Um ano se passou desde que Giorgi Luy Burlin foi morto a tiros no interior de em Matos Costa. O crime, ocorrido em 22 de abril de 2012, foi investigado pela Polícia Civil de Matos Costa e Porto União, mas ninguém foi preso até agora. Há suspeitos, mas não há provas materiais.
A irmã de Giorgi, Giovana Burlin, acompanhou as investigações desde o início e afirma que o processo tem mais de 200 folhas. Ela viu as fotos e depoimentos, mas teme que as pessoas que sabem quem é o autor do crime não falem a verdade.
“Uma testemunha por pouco não presenciou o crime. Em seu depoimento ela revelou que passou pelo local onde estava o corpo do meu irmão, mas só viu a bolsa dele e achou que podia ser alguém que estivesse catando pinhão e não deu importância. Mas meu irmão estava caído praticamente atrás da bolsa”, explicou Giovana.
Segundo ela, a família contratou um escritório de advocacia para cuidar do caso, para que não seja arquivado sem a devida punição ao culpado ou culpados. De acordo com a irmã de Giorgi, o advogado já entrou em contato com o Ministério Público e Secretaria Estadual de Segurança Pública para que as investigações sejam retomadas.
Três tiros de espingarda atingiram Giorgi
Giovana comentou que segundo a autopsia, Giorgi foi baleado entre 16h30 e 17h do dia 22 de abril e sua morte deve ter ocorrido alguns minutos depois. Os três tiros atingiram os dois pulmões e fígado do rapaz, tiros estes disparados com uma espingarda calibre 32.
“Quando perdemos alguém que amamos por causas de doença, a conformação é mais fácil, mas quando acontece uma brutalidade como essa que fizeram com meu irmão é impossível se conformar, mesmo com a prisão dos culpados”, afirmou Giovana.
Um ano sem Giorgi
No dia em que o crime completou um ano, Giovana lembrou a falta que o irmão faz na vida da família. “Não tem uma noite que eu não penso nele. Rezo sempre pedindo a Deus que o caso seja solucionado o mais depressa possível. Meu irmão era uma pessoa alegre e está fazendo muita falta não só para a família, mas sim para todas as pessoas que o amavam. Só espero que a Justiça seja feita e que os culpados paguem pelo crime que cometeram, pois tiraram a vida de alguém inocente que jamais fez mal a alguém”, disse.
Como aconteceu
22 de abril de 2012. Era um domingo e naquele dia o município de Matos Costa comemorava 50 anos de emancipação. A pequena cidade estava em festa, com várias atrações na praça central. Mas foi num local distante, numa região de mata cortada pela estrada de ferro, que Giorgi Luy Burlin, 42, foi assassinado com três tiros.
Giorgi morava em Caçador com o namorado Ivonei Tomacheuske, 34 anos. Naquele dia, os dois saíram cedo de casa e foram até o município vizinho, distante 47 quilômetros. Ivonei era secretário de saúde de Matos Costa e estava escalado para trabalhar nos eventos alusivos ao aniversário da cidade.
Eram 7h30 quando Ivonei deixou Giorgi numa altura da rodovia SC 302. O rapaz tinha como hobby fazer trilhas pelo interior e fotografar paisagens. Segundo o laudo da Polícia, Giorgi foi assassinado por volta das 17h com três tiros de espingarda calibre 32 que atingiram os pulmões e o fígado.
Do local onde foi atingido, ao lado da estrada de ferro, ele ainda caminhou alguns metros antes de morrer.
Às 18h do domingo, Ivonei não encontrou Giorgi no local combinado para retornar a Caçador, um ponto de ônibus nas margens da rodovia. O companheiro de Giorgi achou que ele tinha tomado uma carona para voltar pra casa.
Em Caçador, Ivonei não encontrou Giorgi em casa e também não conseguiu contato por celular. Somente na manhã seguinte o corpo do rapaz foi encontrado, próximo da estrada de ferro onde ele costumava caminhar.







