Nos tempos de relações relâmpagos, há quem ainda não conheça a mononucleose, popularmente nomeada como a doença do beijo. Herpes labial, sífilis, cárie, gengivite, meningite, gripe suína, mononucleose etc. Como um simples beijo pode transmitir tantas doenças? O médico Nelson Dallagnol de Souza dá dicas sobre a doença.
A doença do beijo é a mononucleose infecciosa causada por um vírus chamado Epstein Barr, da família da herpes labial, também transmitida por beijo. O médico explica que os sintomas são: febre, dor no corpo, dor de garganta e gânglios no pescoço (ínguas).
Souza comentou que a Doença do Beijo é mais comum entre pessoas com a faixa etária 15 a 24 anos. Ele enfatizou que é difícil de se prevenir devido ao fato de ser transmitida também pela saliva.
“A maioria das pessoas tem o contato com o vírus ainda na infância onde geralmente se adquire imunidade. Se pegar a doença uma vez, nunca mais correrá o risco de reincidência”, explicou o médico.
Segundo o profissional, o tratamento pode ser feito somente com medicação sintomática, pois não tem remédio específico para a doença. A pessoa pode contrair a doença e ficar com o vírus por até 18 meses, mesmo sem os sintomas pode transmitir.
“Geralmente as pessoas confundem a doença do beijo como um resfriado ou até mesmo uma virose qualquer por causa dos sintomas que são semelhantes. Com isso as pessoas acabam tomando antibiótico sem prescrição médica, pois esse medicamento pode fortalecer o vírus e piorar a situação e em casos extremos pode levar a morte”, concluiu o médico.





