Na manhã desta sexta-feira, 23, pais de alunos procuraram a direção da escola estadual Graciosa Copetti Pereira para denunciar uma situação definida por eles como “preocupante”. O problema é com um jovem de 18 anos que, por determinação da justiça, presta serviços na escola e estaria assediando alunas.
Segundo os pais, a situação veio à tona nesta semana quando as aluna reclamaram em casa do comportamento do jovem que era encarregado de cuidar do portão da escola. “Ontem ele não queria deixar uma menina sair da escola. Ela ligou para o pai que veio desesperado, mas não conseguiu localizar o rapaz”, denunciou Franciele Linhares, mãe de uma aluna.
A preocupação dos pais se tornou ainda maior quando tiveram a informação de que o jovem é suspeito de estupro de vulnerável. “Estou muito preocupada, minha filha contou que ele fica perseguindo ela no recreio, na saída, falando coisas que não se deve e convidando para dar uma voltinha. Como podem mandar um sujeito desses cuidar de alunos se ele já abusou de crianças?”, questionou outra mãe, Luzia Xavier.
Na reunião na manhã desta sexta-feira, 23, os familiares dos alunos mostraram boletins de ocorrência contra o jovem. A direção da escola também registrou BO na delegacia. O gerente regional de Educação, Mario Cachinski, pediu que toda documentação fosse enviada ao Fórum, e determinou que a escola dispensasse o rapaz se aparecer novamente na escola.
Assistente social fala sobre o caso
Em contato por telefone, a assistente social do Fórum de Caçador, Rosane Fátima Schmitt, disse que teve conhecimento do fato na tarde desta sexta-feira, 23, quando recebeu telefonema do gerente da SDR Mário Cachinski. Ela negou que o jovem seja acusado de estupro.
“Foi determinado que ele cumprisse 60 horas de prestação de serviço comunitário por um Termo Circunstanciado de lesão corporal”, disse Rosane.
Ainda de acordo com a assistente social, é comum a Justiça determinar prestação de serviço comunitário em escolas. “Nesse caso eles ajudam na limpeza, cortam a grama, cuidam do jardim, entre outras atividades, e nunca tivemos problemas”, garante.
No entanto, Rosane afirma que ao receber os boletins de ocorrência das mães e da escola, será aberto um novo processo contra o jovem, além da determinação imediata que ele não frequente mais o local.





