Preocupado com a atual situação da saúde em nosso município o vereador Jorge Savi sugeriu na sessão desta segunda-feira (5) uma união entre os três poderes constituídos (Legislativo, Executivo e Judiciário), juntamente com outros órgãos representativos, para a formação de um Pacto Municipal pela Saúde, a fim de buscar alternativas que visem mudar esta realidade.
Savi lembrou que nos últimos dias o número de reclamações por parte da comunidade em relação a falta de atendimento aumentou e, na condição de vereador, muitas vezes acaba sem ter uma resposta às pessoas quando indagado sobre os problemas que acercam a saúde.
“Sabemos que não é um problema de hoje e não é apenas de Caçador. Sabemos também do esforço da administração municipal em tentar melhorar este setor, mas já está se tornando um problema crônico. O nosso objetivo é unir forças e buscar possíveis soluções, pois a nossa população não pode ser penalizada”, ressalta.
O vereador lembra ainda que já existe um pacto pela saúde nacional desde 2006, onde foi deliberado sobre as responsabilidades dos estados, município e SUS, o que poderia servir de base para a formação deste pacto municipal. “Este pacto já existente poderia servir de modelo para implantarmos o nosso aqui em Caçador. Somos os representantes da população e precisamos unir forças para buscar soluções.”, frisou.
O tema também foi abordado pelo vereador Alcedir Ferlin, que destacou as dificuldades do município em resolver a situação mesmo tendo aplicado nos últimos anos acima do que exige a Lei.
“Não é de hoje que Caçador aplica entre 22 e 26% do seu orçamento na saúde, mas mesmo assim é difícil obter êxito no atendimento porque os problemas e a demanda são grandes. O município faz a sua parte, mas sabemos que é preciso mais, realmente buscar uma solução para esta problemática, já que o que está sendo feito não é suficiente”.
O vereador Itacior Fiorese demostrou sua indignação com a redução no horário de atendimento do Pronto Atendimento e com o fechamento das creches até o dia 19 de novembro devido aos Jogos Abertos.
“Em época de eleição tudo funciona, mas é só a eleição passar para a população ser penalizada com atitudes como estas. A saúde do cidadão devia ser prioridade e, em relação as creches, as mães deveriam pelo menos serem avisadas já que muitas não tem onde deixar os seus filhos”, desabafou.






