A produção de tomate deste ano deve ter um aumento de 30% em relação ao ano passado. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caçador (SITRUC), Jorge Vesterlon, em todo o país deve ter um plantio de mais de 45 milhões de pés de tomate.
Segundo Jorge, devido aos temporais que atingiram a cidade no ano passado e também esse ano, os prejuízos chegaram a R$ 20 milhões. Além do granizo e ventos fortes, teve também um grande aumento da produção do tomate em todo o país o que gerou uma desvalorização do produto, obrigando os agricultores vender a caixa do tomate com um valor muito baixo.
Jorge explica que os produtores não se devem deixar levar pelo preço atual do tomate que gira em torno de R$ 80,00. Ele explica que atualmente o tomate de São Paulo e Minas Gerais estão sendo colhido, mas que o aumento no preço deve se as chuvas no estado paulista e a seca em Minas. Com isso, a produção dos dois estados foi prejudicada.
“Se analisar melhor, a cada três ou quatro habitantes do Brasil terá um pé de tomate. O que deve ser feito é diminuir as áreas de plantação do fruto para que não fique produto estocado sem saída e também para que o preço dele não diminua muito”, explica Jorge.
O presidente comentou que o inverno mais quente não deve prejudicar a produção de tomate deste ano. Segundo ele, pode ter prejuízos em Caçador somente se houver temporais com granizos e ventos fortes. Havendo intempéries pode comprometer a produção.
De acordo com Jorge, para Caçador ganhar com o tomate, deve reduzir as áreas de plantio e chuvas fortes em São Paulo que podem acarretar prejuízos e perdas na produção paulista.
“Hoje 95% dos agricultores de Caçador plantam tomate e com os prejuízos esse número pode diminuir. Para que grandes perdas não ocorram, o produtor deve reduzir as áreas de plantio e diversificar plantando outros produtos”, finaliza Jorge.






