Na tarde desta quarta-feira, 29, servidores do Ministério Público Federal, Justiça Federal, Justiça Eleitoral e Justiça do Trabalho realizaram uma mobilização pelo reajuste do salário da categoria, defasado há seis anos. A paralisação segue até um acordo com o Governo Federal.
Os servidores do Ministério Público Federal relataram a insatisfação pela falta de reajuste salarial desde o ano de 2006, quando conseguiram um acréscimo através de greves. Disseram ainda que a presidente Dilma está vetando as votações do projeto orçamentário.
De acordo com eles, esse veto está acontecendo antes do projeto chegar à Câmara dos Deputados, que é quem decide se pode ou não acontecer o reajuste. Para eles, a chefe do Executivo está passando por cima dos demais poderes, o que é considerado inconstitucional.
Os servidores pedem uma recomposição salarial, pois a renda real diminui em média 40%. Eles explicaram que as outras 19 categorias aceitaram o reajuste de 15,8% porque receberam um aumento em 2010.
Na sexta-feira, 31, a lei orçamentária será encaminhada à Câmara dos Deputados e caso não seja aceita a greve seguirá por tempo indeterminado.
Justiça Federal
Já os servidores da Justiça Federal explicaram que há um projeto em tramitação desde 2009 sobre o reajuste salarial. Este projeto tem que passar por várias comissões, mas está parado há quase dois anos na mesma comissão.
Eles revelaram que em 2006 conseguiram um reajuste, mas que foi pra suprir os seis anos que estava sem aumento.
Justiça Eleitoral
De acordo com Gerusa Raquel Paeze Vieceli, chefe do Cartório Eleitoral de Caçador, a Justiça Eleitoral teve uma paralisação total nesta terça-feira, 28, e possivelmente irá parar na sexta-feira, 31, novamente.
Gerusa explica que a categoria não quer aumento salarial, e sim uma recomposição, para compensar os seis anos de defasagem. De acordo com ela, em 2011, o Poder Executivo já barrou um reajuste salarial com a justificativa da crise mundial.
De acordo com ela, caso não se chegue a um acordo, as eleições deste ano podem ser prejudicadas. Ela revelou que os trabalhos já estão atrasados por conta do Tribunal Superior Eleitoral estar em greve.






