A Epagri prestou contas, através do seu Balanço Social, das atividades realizadas em prol dos produtores do estado. O Retorno Social da Epagri em 2010 foi estimado em R$ 635.234.255,17. Esse foi o valor calculado da parcela do impacto econômico atribuído à Epagri referente a um grupo de 37 tecnologias por ela desenvolvidas e transferidas à sociedade catarinense e brasileira. Destas 37 tecnologias, 9 (24%) tiveram participação direta da Estação Experimental de Caçador, mostrando a eficiência e o potencial do trabalho desenvolvido no município.

“Manejo da colheita da macieira com o uso de AVG: utilizada em 4 mil hectares com impacto de mais de 3 milhões em ganho de produtividade e indução da brotação da macieira: utilizada em mais de 12 mil hectares, com impacto de 18 milhões de reais em ganho de produtividade e 3 milhões em redução no custo de produção são alguns dos exemplos”, explicou o chefe da Estação Experimental de Caçador, Gabriel Berenhauser Leite.
Ainda, segundo Gabriel, o cultivar de Maça Epagri-405 Fuji Suprema contou com 5 mil hectares plantados, com impacto de mais de R$ 3 milhões em ganho de produtividade e R$ 15 milhões em agregação de valor. Já a implantação do sistema de cultivo para a espécie de peixe Jundiá em Santa Catarina teve 120 hectares de produção com ganho de produtividade na ordem de R$ 900 mil e a tecnologia de raleio químico para a macieira foi utilizada em mais de 3 mil hectares, promovendo redução no custo de produção na ordem de R$ 1 milhão e agregação de valor em R$ 5 milhões.
Quanto ao controle da maturação e aumento da conservação da qualidade do caqui após a colheita, foi utilizado em quase 2 mil toneladas de frutos e promoveu impacto econômico de mais de R$ 2 milhões de na agregação de valor e de R$ 500 mil na redução do custo de produção.

“Afora estas tecnologias que foram desenvolvidas diretamente aqui em Caçador, a Estação Experimental de Caçador também teve participação ativa nas seguintes tecnologias desenvolvidas em outras unidades da Epagri, como o sistema de controle preventivo da sarna e do manejo das pragas da macieira no Sul do Brasil: impacto de R$ 37 milhões em ganho de produtividade; Sistema de plantio direto de hortaliças (SPDH): impacto de R$ 12 milhões na redução do custo de produção e introdução do Eucalyptus benthamii para áreas frias de Santa Catarina: 2 mil hectares plantados com agregação de valor na ordem de R$ 900 mil”, explicou Gabriel. .
Segundo ele, um novo projeto, capitaneado pela Estação Experimental de Caçador está viabilizando novamente a cultura do alho em Santa Catarina. “Praticamente todo o alho cultivado está infectado por um complexo viral. Isso acontece em todo o País porque o alho é multiplicado vegetativamente e o vírus acaba sendo transmitido de uma lavoura para outra. A presença do vírus no alho-semente impede que os cultivares manifestem todo seu potencial produtivo. Para combater o problema, a Epagri reuniu profissionais de suas unidades de Curitibanos, Lages, Itajaí, Caçador e Curitibanos. O objetivo da ação era disponibilizar aos produtores sementes com alto potencial produtivo”, explicou o chefe da estação.
As estações experimentais de Lages, Caçador e Itajaí realizaram o trabalho de laboratório e a de Caçador multiplicou o material em seu Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais. As sementes livres de vírus obtidas foram comparadas em campo com as variedades existentes em seis unidades de observação nas propriedades em Curitibanos e também em outras seis lavouras demonstrativas.
“Os resultados mostraram um ganho na produtividade de aproximadamente 20%. Nas unidades de observação, a produtividade atingiu até 15t/ha, e a média das lavouras mais produtivas da região oscila entre 11 e 12t/ha. A meta é que até 2013 toda a área cultivada no Estado seja produzida com a semente isenta do complexo viral. Contamos então com 20% de ganho em produtividade e aumento da área de cultivo com alho livre de vírus para 200 hectares até 2012”, completou Gabriel.
Trabalho
- 112.110 famílias e 2.110 entidades foram atendidas pelo trabalho da Epagri em 2010
- R$ 2,83 foi o retorno social que os catarinenses obtiveram para cada real investido na Epagri em 2010
- R$ 635 milhões foi a contribuição da Epagri no retorno social que as tecnologias e ações da Empresa geraram para a sociedade catarinense em 2010
Inclusão social
A Epagri luta para levar cidadania a comunidades indígenas e quilombolas e para agricultores de baixa renda no Estado. Em 2010, 149.328 assistências na área de inclusão social foram realizadas em todas as regiões catarinenses. Esse trabalho incluiu o atendimento a 206 indígenas e 58 quilombolas, buscando valorizá-los e inseri-los nos processos sociais, econômicos e culturais das comunidades
Meio ambiente e condições para viver
A Epagri busca equilibrar o desenvolvimento agropecuário com a conservação das riquezas naturais do Estado e o bem-estar das comunidades. Em 2010, a Empresa realizou 23.712 assistências em atividades de preservação, educação e recuperação ambiental e outros 9.235 atendimentos para melhorar as condições de vida das famílias rurais e pesqueiras
Geração de renda
Em 2010, a Epagri prestou 189.158 assistências às famílias rurais e pesqueiras do Estado com ações que ajudaram a elevar a renda nas propriedades. Mais produtividade, redução de custos, diversificação das atividades e agregação de valor aos produtos agrícolas deram competitividade para agricultores familiares e pescadores conquistarem seu espaço no mercado
Segurança alimentar
Produzir alimentos em quantidade suficiente e com a qualidade exigida pelo consumidor, orientar as famílias a ter uma alimentação mais saudável e garantir o autoabastecimento de populações de baixa renda foram as metas perseguidas pela Epagri para promover a segurança alimentar em 2010. Esse esforço somou 52.913 assistências durante o ano. As atividades de educação alimentar foram o grande destaque, beneficiando 12.317 famílias e entidades.





