Implantado em 2001 no município de Caçador, o programa Antitabagismo tem servido de modelo para outras cidades, além de receber um prêmio em Florianópolis em 2002. Desta vez, técnicos da saúde de Macieira estiveram conhecendo o funcionamento, para que seja instalado também naquela cidade. Segundo a enfermeira Liliane Cordeiro, um levantamento preliminar foi realizado e cerca de 50 pessoas manifestaram interesse em montar um grupo.

Conforme a coordenadora Erci Bohrer, existem vários grupos em funcionamento na cidade, sendo que a Lei municipal que proíbe o uso do cigarro em ambientes fechados, aprovada em 2001 auxilia na realização do projeto. “Existe a legislação federal e a estadual neste sentido, mas cada cidade precisa regulamentar isso também e aqui nós fomos uma das primeiras cidades do Estado”, afirma ela. Cada grupo realiza cinco grupos e depois os participantes podem integrar o Tabaco Zero, que é permanente para ex-fumantes.
Para a psicóloga Valdicléia Ferreira, a equipe faz seu trabalho de orientação e alerta para os malefícios do cigarro, mas que a decisão de parar com o vicio deve ser tomada por cada pessoa. “Ela deve ver isso como um benefício para si mesma, que irá refletir na sua aparência e saúde, evitando problemas futuros como doenças pulmonares e cancerígenas”, explica. Segundo ela, depois de finalizado o trabalho, as pessoas continuam mantendo contato e nascem grandes amizades através dos grupos.
Na última semana terminou mais um grupo e a média de pessoas que deixa de fumar é bastante expressiva, chegando aos 80%, conforme Valdicléia. As inscrições estão abertas para o próximo grupo, que deve ter início no dia 03 de novembro. “Hoje eu encontro pessoas que participaram do programa e estão vivendo de forma muito diferente, pois muitas vezes o cigarro serve como uma bengala, para suprir algumas carências que a pessoa possui”, conclui Erci.





