As atividades do Outubro Rosa, que são realizadas em todo o país, iniciam nesta quinta-feira, 6, em Caçador, às 19h, a Praça Nossa Senhora Aparecida. O local será iluminado de cor de rosa, em uma ação da Rede Feminina de Combate ao Câncer, com apoio da Prefeitura. Uma solenidade acontece, com lideranças do Município e profissionais da área de saúde.
Além de embelezar a cidade em uma ação inédita no Município a Rede Feminina coordena campanha de orientação através da instalação de adereços representativos ao movimento. Com apoio de entidades relacionadas à mulher, a população será informada sobre a importância da prevenção dos males causados pelo câncer.

Além da Rede Feminina e Prefeitura de Caçador, a Secretaria de Saúde, Vigilância Epidemiológica, Secretaria de Assistência Social, Poder Legislativo Municipal, BPW – Associação das Mulheres de Negócio, Amigas da Mama, UNIARP através do curso de Enfermagem, Associação Maria Rosa, Rádio Caçanjurê, e Alfa Transportes participam da ação deste ano.
Superação
A dona de casa, Maria Ivone Kwiatkowski, 65 anos de idade, enfrentou os sintomas e as consequências da doença, com uma mama retirada. A aposentada revela os momentos de sofrimento e superação da doença. “Cometi um erro comigo mesmo, porque a doença apareceu em 2006 e eu por medo eu fui deixando”, confessa.
Assim que contou às filhas a descoberta do nódulo, feita através do auto-estame Maria Ivone foi levada ao médico pelos familiares. “Comecei com a mamografia depois a ultrassonografia quando apareceu bem o nódulo, e acusou quer era câncer maligno, por isso tinha que retirar o quanto antes”, recorda. Ela conta que a cirurgia foi feita apenas dois anos após a descoberta, com a confirmação médica do diagnóstico.

“Oito dias após o diagnóstico, eu fiz a cirurgia”, relembra Maria Ivone, operada 16 de dezembro de 2008. Ela explica que mesmo ao perceber o nódulo no seio, não procurou auxílio médico de imediato, pois os sintomas eram esporádicos. “Eu sentia apenas algumas fisgadas no peito, mas não era todo dia. É importante que as pessoas cuidem se sua saúde, e não deixem que os seus medos tomem conta dos seus sonhos, como eu estava deixando”, acrescenta.
Após realizar sessões de quimioterapia, a dona de casa deverá fazer o tratamento via oral por cinco anos. Segundo ela, a vaidade foi mantida apesar das conseqüências do tratamento, tal como a queda de cabelo. “Caiu bastante, mas logo começou a crescer. Usei toquinha e lencinho”, completa.
Maria Ivone salienta a importância do cuidado médico. “Eu sou um exemplo, porque não cuidei e agora peço para todo mundo que vá fazer o preventivo e se cuide e não tenham medo, porque se está no começo é muito mais fácil. Ás vezes não precisa quimioterapia, nem tirar a mama inteira como foi o meu caso, e nem os vasos linfáticos do braço”, alerta.





