Pesquisadores da Epagri de Caçador estão aprimorando os sistemas de alertas para prevenção de algumas das principais doenças do tomate. Dentro do Sistema de Produção Integrada de Tomate (SISPIT), para a safra deste ano, já será possível monitorar e emitir alertas para a septoriose ou mancha-de-septoria.

O pesquisador Walter Ferreira Becker explica que as três lavouras demonstrativas do SISPIT, mais a lavoura da Estação Experimental estão conectadas com estações agroclimáticas e trabalhando junto com o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (CIRAM) na aferição de dados. “Para a próxima safra vamos poder estender para a região os sistemas de alerta para a Requeima, Pinta Preta e Mancha Bacteriana”, informa.
A produção integrada de tomate em Caçador é um trabalho pioneiro no Brasil. Hoje, oito agricultores estão produzindo dentro do sistema em Lebon Régis, Rio das Antas e em Caçador na Linha Cará.
Na safra passada, no modelo convencional de produção, o custo da caixa de tomate ficou em cerca de R$12,40. No modelo da PI, o custo ficou em R$ 8,00 e garantiu uma margem de lucro de 120% aos produtores.
Cursos
A Epagri está promovendo e incentivando a participação dos agricultores de toda a região em cursos sobre produção integrada de tomate. O último curso realizado abordou analise de solos e recomendação de adubação. O próximo curso será realizado em novembro ou dezembro deste ano e abordará os sistemas de condução e monitoramento de pragas e doenças.
O Sistema PI
O Sistema de Produção Integrada de Tomate envolve todas as etapas da produção de tomate de mesa e utiliza as mais avançadas tecnologias adequadas à produção de alimentos seguros, permitindo a certificação da qualidade e promovendo o acompanhamento técnico em todas as fases da produção. Além de aumentar os lucros do produtor, o sistema contribui para uma produção economicamente viável, sustentável e ecologicamente correta.





