A regional de Caçador do Sinte – Sindicato dos Trabalhadores em Educação – votou pela suspensão da greve dos professores, depois de analisar a última proposta do Governo do Estado. “Esta foi a posição da maioria dos professores presentes na Assembleia local realizada na última segunda-feira. “Vários já voltaram a trabalhar”, diz Ilone Morige, coordenadora regional do Sinte.
No Estado 57% das assembleias regionais optaram pelo fim da greve. Do outro lado decidiram pela continuidade da greve são Florianópolis, São José, Tubarão, Criciúma, Joinville, Mafra, Itajaí, Araranguá, Laguna, Ibirama e Videira.
As assembleias regionais servem apenas como parâmetro para a decisão final, soberana para todo o Estado, que ficou marcada para esta quarta-feira, 6 de julho, em assembleia estadual na passarela Nego Quirido, em Florianópolis, a partir das 14h.
Caso os professores votem pela suspensão da greve na quarta-feira, as regionais tem autonomia no calendário e podem voltar às aulas já no dia seguinte, quinta-feira.
Câmara aprova Moção de Apoio a paralisação
A Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Caçador, realizada na noite desta terça-feira (05), foi novamente marcada por manifestos em prol da educação catarinense. Uma Moção de Apoio à greve do magistério, sugerida pelo vereador e presidente da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Saúde e Promoção Social, Marcos da Silva Creminácio, foi aprovada pelo Legislativo e será encaminhada ao Governador do Estado e ao Secretário de Estado da Educação.
Vereador Adilson Estanislowski votou contrário a Moção. “Acredito que a greve prejudica os alunos, uma vez que eles não estando em sala de aula, o material fica atrasado e sempre há a perda de conteúdo, mesmo com a reposição. Já passei por isto e sei que há este prejuízo”, explicou.
“Respeito à posição do vereador, mas a greve visa a aplicação de uma lei, que é o Piso Nacional do Magistério, aprovado pelo Supremo Tribunal Federal e descumprida pelo Governo do Estado de Santa Catarina. Ela tem que ser aplicada. Não se está perdendo dias de aula, está se ganhando em qualidade de ensino, uma vez que o professor bem remunerado vai render muito mais”, acrescentou Creminácio.
Vereador Antonio Rubiano Schmitz é favorável à Moção, porém contrário a greve. “Ela é prejudicial, porque por mais que haja reposição das aulas não se mantem o mesmo ritmo de aprendizado. Infelizmente, os professores não encontraram outra alternativa para conquistar a aplicação desta lei. Esta Moção vai além do apoio à greve e ao pagamento do Piso Nacional e mostra que a Câmara de Caçador está preocupada com a deficiência na estrutura das instituições estaduais de educação e com a falta de valorização do profissional desta área”, argumentou.





