3 de outubro de 2026
Cultura

Exposição do cartunista Clênio de Souza na UNIARP

Em convênio com o SESC a Universidade apresenta os trabalhos do artista até dia 30

Por Núcleo Imp. Uniarp

A Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (Uniarp) em convênio firmado com o Sesc, sedia até dia 30 de junho exposição de charges  do artista lageano Clênio de Souza. Os trabalhos estão na Área de Convivência da universidade. A abertura foi realizada na tarde de quinta-feira (16). 

O artista

Artista plástico, professor de artes, escultor, cartunista, poeta e desenhista, Clênio Tadeu Paz de Souza nasceu em 1958 em Urubici.

No início dos anos 60 sua família mudou-se para Lages. De origem humilde, começou a desenhar aos sete anos de idade quando, ao acompanhar seu pai ao trabalho, em uma madeireira, ganhou alguns pedaços de carvão.

Foi o suficiente para que o mundo das cores e das formas ganhasse vida através de sua imaginação. Pintor autodidata, tornou-se um dos nomes mais conhecidos no surrealismo do Estado, e teve em Martinho de Haro um de seus maiores incentivadores.

Seus quadros já foram expostos nas capitais e em várias outras cidades do sul do país, em cerca de 100 exposições (mais aqui) individuais e coletivas. Faleceu na manhã de segunda-feira, 29 de maio de 2006. (Fonte: biografia escrita por Raul Arruda Filho).

Foi exímio caricaturista. Segundo relato de um amigo, era comum Clênio participar de reuniões nas quais passava o tempo rabiscando em papéis e, ao final, vários participantes viam-se retratados nos traços firmes inconfundíveis do artista.

Um de seus trabalhos como cartunista foi a criação dos personagens Fagundes & Anacleto, publicados originalmente no hebdomadário O Momento.

Com traços fortes e rústicos, registrou semanalmente em apenas três quadros a vida pitoresca de Fagundes, um gaúcho bronco e beberrão, mais grosso que dedão destroncado - grosso tipo bicho, nas palavras do seu criador, e seu inseparável parceiro de balcão de boteco, Anacleto, um porco esperto “prá mais de metro”. A simplicidade e atenção a pequenos detalhes são características marcantes do seu desenho.

Nas tirinhas estão representados costumes regionais, lugares e personalidades locais, incluindo o próprio semanário que o hospedava, palavreado gaudério [com erros de grafia e concordância], fatos insólitos que só acontecem em balcão de bar, e todo tipo de grosseria que um legítimo “chiru” casca grossa possa praticar.

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