O Conselho Municipal de Saúde elegeu na manhã desta quarta-feira, dia 8, sua nova mesa diretora para 2011/2012. Na presidência assume Valmor de Paula, em substituição a Venturino José Zardo, que ocupava o cargo após a saída de Janete de Almeida para comandar uma pasta do governo federal em Brasília.
A posse ocorreu na Câmara de Vereadores, onde também foram apresentados os novos membros da diretoria do Conselho, sendo a vice-presidente Vanessa Suzin, secretária Flávia Morona e 1º secretário Luiz Fernando Santos.
As entidades que compõe o Conselho também foram escolhidas há poucos dias e representam entidades de usuários (sindicatos, associações de moradores e afins), administração municipal, trabalhadores da área da saúde, e prestadores de serviços.
Essas entidades têm direito a voto na eleição. A chapa de Valmor de Paula foi de consenso, não havendo demais candidaturas. A mesa diretoria fica um ano no cargo, com possibilidade de recondução por mais um ano. As entidades que compõe o colegiado permanecem por dois anos e também podem ser reconduzidas por mais dois.
Valmor já foi presidente do Conselho Municipal de Saúde e diz que isso aumenta a responsabilidade, pois pretende realizar um trabalho melhor que no passado.
“Tenho meus afazeres no Sindicato e também na advocacia, e me preocupo em fazer um trabalho melhor no Conselho pois se criou essa expectativa quando meu nome foi aceito em consenso. Por isso peço a ajuda de todos os conselheiros e da mesa diretora para que possamos fazer o melhor unidos”, declara.
Fechamento parcial do PA
A primeira ação da nova diretoria já foi colocada em prática nesta quarta-feira. O assunto foi o fechamento parcial do Pronto Atendimento do Hospital Jonas Ramos (parte da manhã), proposto pela Secretaria da Saúde.
Valmor disse que no mesmo dia iria encaminhar uma resolução do Conselho sendo contrária ao fechamento parcial do PA, antes que se faça uma otimização dos serviços nos postos de saúde dos bairros.
“Se querem fechar o PA gradativamente, primeiro é preciso colocar médicos nos postos de saúde e mostrar ao cidadão que ele terá atendimento no seu bairro em tempo integral. Se fecharem agora, várias pessoas irão perder a viagem em busca do PA, que estará fechado. Primeiro é preciso otimizar o atendimento nos bairros. O PA só pode ser fechado quando não tiver mais demanda”, disse.
O presidente do Conselho revela que o Pronto Atendimento foi uma reivindicação dele quando presidente em anos atrás, por perceber que o Hospital Maicé superlotava e não conseguia comportar o número de pacientes.
“Se fecharem agora sem criar um atendimento correto nos bairros, mesmo que seja parcialmente, muitas pessoas irão correr para o Maicé, gerando novamente filas de atendimento”, enfatiza.





