3 de outubro de 2026
Uniarp

Projeto de reciclagem de óleo avança nos testes com biodiesel

Por Núcleo de Imprensa da Uniarp

A Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP) realizou com sucesso nesta quarta-feira (01) o primeiro teste com o biodiesel produzido a partir do óleo comestível (óleo de cozinha), dentro do Projeto De Óleo no Futuro. A partir do óleo purificado, foi obtido um rendimento de cerca de 97% de biodiesel. Trata-se da primeira etapa de um trabalho que une educação e preservação ambiental.

O professor Luiz Augusto Grando Padilha e a química Carlile Musskopf acompanharam o teste onde um trator movido a óleo biodiesel produzido nos Laboratórios da UNIARP, funcionou em plenas condições por cerca de 30 minutos. “Considero este o primeiro passo e marco oficial desta pesquisa que com certeza surtirá em muitos benefícios à comunidade acadêmica, para a sociedade e para o Meio Ambiente”, salienta Padilha.

As pesquisas irão continuar agora no sentido de avaliar o desenvolvimento e eficiência dos motores movidos a biocombustível produzido pela UNIARP. Os contatos já estão sendo feitos com a iniciativa privada no sentido da criação destas parcerias. “Agradeço pela colaboração e empenho de todos neste Processo e com certeza sempre contando com o apoio no desenvolvimento da Pesquisa dentro da Universidade”, completa.
 
GLICEROL

O processo de reutilização do óleo comestível gerou também o glicerol residual, que será usado agora em outros produtos. 

O PROJETO

A UNIARP é uma das parceiras junto com o Governo do Estado, do projeto De Óleo no Futuro. A UNIARP participa na transformação do óleo recolhido em sub-produtos, como biodiesel, sabonetes, sabão e outros, além da realização de palestras em escolas. Para isso, está utilizando sua estrutura de laboratórios, quadro docente e acadêmicos em uma grande ação de conscientização ambiental e aprendizagem.

O projeto de Óleo no Futuro faz parte do Programa Estadual de Coleta, Reciclagem e Beneficiamento do Óleo de Cozinha, lançado pela Diretoria de Saneamento e Meio Ambiente (DSMA), da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável. Ele foi instituído pela lei estadual nº 14.330, de 18 de janeiro de 2008.

O objetivo do projeto é conscientizar alunos e sociedade em favor do meio ambiente, favorecendo a reciclagem dos óleos e gorduras, desde a coleta, transporte e revenda, até os processos industriais de transformação.

O trabalho na UNIARP já começou com a produção de sabão em barra e também biodiesel.

Contribua

O processo de reciclagem do óleo é simples, mas exige a contribuição de todos para funcionar devidamente. Depois de usado o óleo de fritura, deve ser resfriado e armazenado em uma garrafa pet. Depois a garrafa deve ser levada ao ponto de coleta na UNIARP. Produtos como sabão, detergente, adubo orgânico, sabão em pasta e massa de vidro são resultados da reciclagem do óleo.
 
Menos poluição

Cada litro de óleo despejado no esgoto tem potencial para poluir cerca de um milhão de litros de água, o que equivale à quantidade que uma pessoa consome ao longo de 14 anos de vida. Se for para a rede de esgoto, o óleo também encarece o tratamento dos resíduos em 45%.

Alguns prejuízos ao meio ambiente:

. O óleo impermeabiliza o solo podendo ocasionar o aumento das enchentes;
. O óleo cria uma fina camada da superfície da água, prejudicando a oxigenação da água dos rios, causando danos à vida aquática;
. O óleo causa mau cheiro e poluição;
. O óleo quando descartado no esgoto doméstico pode causar entupimento das tubulações causando refluxo do esgoto.

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