Sem um acordo na reunião realizada nesta segunda-feira, 23, entre o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte) e o Governo do Estado, os professores decidiram por manter a greve. Na região, a adesão continua e uma assembleia geral acontece nesta terça-feira, no auditório do Siticom, às 10h.
O impasse foi causado pela não-aplicação integral do piso na tabela, que deve achatar os salários dos professores. Apesar da falta de consenso, o governo deve assinar a medida provisória, de acordo com o secretário de Estado da Educação, Marco Tebaldi. O secretário alegou dificuldades financeiras para aplicar o piso em toda a carreira do magistério.
Já para o Sinte, a lei federal dispõe sobre o pagamento do piso na carreira e não apenas para os níveis iniciais. Os professores vão lutar agora na Assembleia Legislativa pela mudança da medida provisória.
Os professores reivindicam o piso nacional salarial, de R$ 1.187, para toda carreira.
A representante do Sinte de Caçador, Ilone Moriggi, afirmou que a categoria está muito decepcionada com o posicionamento do Governo do Estado. “Não é justo o que estão fazendo conosco, não é justo que tenhamos nos esforçado tantos anos, estudando, para agora não termos valorização”, disse.
Ainda, segundo ela, 90% dos professores do Estado estão parados. “Precisamos mesmo nos unir e exigir um salário digno”, completou Ilone, convidando todos os professores para participarem da assembleia na manhã desta terça.
A proposta do Governo
A Secretaria de Estado da Educação apresentou ao Sinte a proposta de implantação imediata do piso nacional do magistério. Pela proposta apresentada pelo governo nenhum professor ganhará menos de R$ 1.683,75, ou seja, o piso de R$ 1.187,00 mais regência de classe (25%) R$ 296,75% e o Prêmio Educar.
Isto representa um reajuste de 94,76% sobre o piso que estava valendo (R$ 609,46). Neste primeiro momento serão beneficiados 35.210 servidores ativos, inativos e ACTs (53% do quadro de pessoal) e o impacto na folha de pagamento será de R$ 14.034.655,62 por mês chegando ao final do ano com um gasto extra de R$ 140.564.851,48.
Além disso, se aplicam outros benefícios conforme a carreira de cada servidor como tempo de serviço pelos quais recebem triênios e outras vantagens.
O piso como vencimento inicial será aplicado em todas as faixas que até então tinham um piso menor que o determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Esta concessão atenderá com aumento até a faixa denominada 9A para quem tem Licenciatura Plena que vai receber também R$ 1.683,75 mais os benefícios por tempo de carreira, representando um incremento de 19,52% sobre o piso que vinham recebendo.
Para as faixas salariais acima destes níveis, o governo propõe que seja formado um grupo de trabalho com representantes do governo e sindicato para buscar as melhorias, mas a partir do momento em que cessar a greve.
A proposta apresentada atende a legislação que manda aplicar o piso nacional e a recomposição de valores para faixas que ganham mais será retomada com o fim da greve.





