3 de outubro de 2026
Greve

Professores saem em passeata pelas ruas de Caçador

Por Caçador Online

Matéria alterada às 19h30 para acréscimo de informações.

Cerca de 100 professores da rede estadual de ensino saíram em passeata pelas ruas de Caçador na tarde desta quarta-feira, 11. Eles aguardavam para a definição de uma reunião em Florianópolis, a respeito da aprovação para o início de uma greve geral, que deve acontecer no próximo dia 18. Em seguida, os caçadorenses se dirigiram até a SDR, onde conversaram com o secretário regional Gilberto Comazzetto.

Na parte da manhã, os professores também estiveram reunidos em assembleia, no auditório do SITICOM. A reivindicação é em favor do pagamento do piso salarial nacional, sem incluir gratificação.

Na terça-feira, o Governo de Santa Catarina propôs pagar o valor do piso nacional (R$ 1.187) incluindo as gratificações, em desacordo com a decisão do Supremo Tribunal Federal.

A proposta desagradou o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de SC (Sinte), que já indicou possibilidade de greve como resultado da assembleia desta quarta-feira.

O secretário regional, Gilberto Comazzetto, disse ententer a reivindicação dos professores em busca de um salário justo. Ele lembrou da importância da categoria na sociedade e disse que o Governo está buscando uma forma para resolver o impasse.

"Desde o governo Luiz Henrique o Estado tem investido significativamente em educação, como por exemplo, reformas e construções de escolas. Essa questão do salário é mais polêmica porque depende de recursos para possibilitar o reajuste que está sendo pedido. Mas é uma manifestação justa e só esperamos que as aulas paralisadas sejam repostas".

Entenda o caso
Em 2008, foi sancionada a Lei Nacional do Piso que, em seguida, foi questionada pelos governos de SC, MS, PR, RS e CE.

No início de abril, por 7 votos a 2, o STF julgou constitucional a Lei. Segundo a decisão, o valor de R$1.187 deve ser considerado como salário base, sem a soma de abono.

Secretaria de Educação divulga nota
A Secretaria de Estado da Educação lamenta a aprovação do indicativo de paralisação dos professores da rede estadual. O secretário Marco Tebaldi lembra que a atual gestão sempre esteve disposta e aberta ao diálogo, demonstrou boa vontade em atender a classe e uma greve neste momento não vai ajudar a construir uma Educação de qualidade em Santa Catarina.

“Não é o momento de uma greve já que abrimos conversação com o sindicato e explicamos que dependemos da publicação da sentença do STF sobre a constitucionalidade do piso nacional, para podermos verificar a extensão e impacto de sua aplicação”, opina Tebaldi.

Em toda a rede estadual de ensino cerca de 18% dos professores paralisaram atividades nas escolas. Dos 39.174 professores apenas 7008 pararam, afetando 189.872 alunos de um total de 700 mil crianças.

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