Matéria alterada às 19h30 para acréscimo de informações.
Cerca de 100 professores da rede estadual de ensino saíram em passeata pelas ruas de Caçador na tarde desta quarta-feira, 11. Eles aguardavam para a definição de uma reunião em Florianópolis, a respeito da aprovação para o início de uma greve geral, que deve acontecer no próximo dia 18. Em seguida, os caçadorenses se dirigiram até a SDR, onde conversaram com o secretário regional Gilberto Comazzetto.

Na parte da manhã, os professores também estiveram reunidos em assembleia, no auditório do SITICOM. A reivindicação é em favor do pagamento do piso salarial nacional, sem incluir gratificação.

Na terça-feira, o Governo de Santa Catarina propôs pagar o valor do piso nacional (R$ 1.187) incluindo as gratificações, em desacordo com a decisão do Supremo Tribunal Federal.
A proposta desagradou o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de SC (Sinte), que já indicou possibilidade de greve como resultado da assembleia desta quarta-feira.
O secretário regional, Gilberto Comazzetto, disse ententer a reivindicação dos professores em busca de um salário justo. Ele lembrou da importância da categoria na sociedade e disse que o Governo está buscando uma forma para resolver o impasse.

"Desde o governo Luiz Henrique o Estado tem investido significativamente em educação, como por exemplo, reformas e construções de escolas. Essa questão do salário é mais polêmica porque depende de recursos para possibilitar o reajuste que está sendo pedido. Mas é uma manifestação justa e só esperamos que as aulas paralisadas sejam repostas".
Entenda o caso
Em 2008, foi sancionada a Lei Nacional do Piso que, em seguida, foi questionada pelos governos de SC, MS, PR, RS e CE.
No início de abril, por 7 votos a 2, o STF julgou constitucional a Lei. Segundo a decisão, o valor de R$1.187 deve ser considerado como salário base, sem a soma de abono.
Secretaria de Educação divulga nota
A Secretaria de Estado da Educação lamenta a aprovação do indicativo de paralisação dos professores da rede estadual. O secretário Marco Tebaldi lembra que a atual gestão sempre esteve disposta e aberta ao diálogo, demonstrou boa vontade em atender a classe e uma greve neste momento não vai ajudar a construir uma Educação de qualidade em Santa Catarina.
“Não é o momento de uma greve já que abrimos conversação com o sindicato e explicamos que dependemos da publicação da sentença do STF sobre a constitucionalidade do piso nacional, para podermos verificar a extensão e impacto de sua aplicação”, opina Tebaldi.
Em toda a rede estadual de ensino cerca de 18% dos professores paralisaram atividades nas escolas. Dos 39.174 professores apenas 7008 pararam, afetando 189.872 alunos de um total de 700 mil crianças.





