Acadêmicos da 5ª fase do curso de Artes Visuais da UNIARP realizaram sábado, 16, uma exposição no Centro de Convivência. Foram apresentadas produções poéticas construídas pelos acadêmicos durante as atividades da disciplina de Estética, ministrada pelo artista plástico e professor do curso, Clayton Luiz Zanella. No total foram dez produções poéticas, as quais questionaram as ações humanas e a produção do lixo social.
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De acordo com o professor Clayton, os acadêmicos resgataram utensílios do lixo nas cidades da região e compuseram produções artísticas que criticaram a ação humana em relação à produção de lixo e as conseqüências para a vida do homem.
Uma das produções foi confeccionada pelas acadêmicas Vera Luci de Oliveira Zanella, Fabiana Kopp Benque e Karina Chiarani Faccin. Intitulada “Grito e Escuta”, a produção apresentou uma pirâmide de lixo, com a presença de um bebê chorando, enfatizando o grito humano em busca de uma solução para a problemática do lixo.
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Outra produção que chamou bastante atenção dos observadores foi “O Banquete”. As acadêmicas Josiane Carneiro e Ivonete Alves coletaram do lixo restos de alimentos e compuseram uma mesa, convidando o homem-lixo para um banquete. A produção artística questionou o desperdício de alimentos e a miséria humana refletida nas pessoas que encontram no lixo o pão de cada dia.
“A exposição traz uma mensagem de paz, enquanto questiona a falta de consciência do homem ao poluir o meio ambiente e destruir seu próprio espaço de sobrevivência”, explica.
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Para Clayton, uma das funções da arte também é questionar a sociedade sobre temáticas como o lixo e a desigualdade social. “A arte, enquanto estética da vida humana, possui a capacidade de fazer o ser humano pensar sobre suas atitudes e seus dramas”, finaliza o professor. As produções podem ser classificadas como arte contemporânea efêmera.





