Uma comissão permanente, envolvendo representantes das mais diversas instituições de Caçador, será criada para aprimorar a segurança escolar. A decisão saiu em uma reunião realizada nesta quarta-feira, 16, na Câmara Municipal. Alternativas já foram definidas para melhorar a segurança e buscar coibir o uso de drogas por crianças e adolescentes.
Os trabalhos foram coordenados, pela presidente da Câmara, Sirley Ceccatto. Além do vereador Wilson Luiz Binotto, representantes do Conselho Tutelar, secretarias de Educação, Saúde, Bem-estar Social, União das Associações de Moradores de Caçador, Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil, Comunidade Servos da Misericórdia, Gered, SDR e diretores das unidades escolares, públicas e particulares também participaram do encontro.

“Hoje o acesso à droga está muito fácil aos jovens, além daqueles que estão em outras faixas etárias, grande parte entre cinco e 18 anos de idade”, afirma Sirley.
O Caps apresentou dados elencando tipos de drogas, escolaridade, condição financeira, estado civil, entre outros sobre o usuário de álcool e drogas em Caçador. Até então, foram registrados 1.413 atendimentos na instituição, sendo que a maioria faz uso do álcool (882); dependência cruzada, ou seja, combinação de drogas (296); crack puro (72); maconha (31), entre outros.
Conforme a pesquisa, a família tem papel fundamental na recuperação dessas pessoas, já que 13% daqueles que receberam tratamento da instituição, recuperaram-se graças a esse apoio.
A secretária de Educação, Scheilla Marins destacou a importância de se buscar soluções para este problema. “Todos estamos aqui por uma causa séria e um dos maiores desafios é uma solução para enfrentar as drogas na infância e na adolescência”, declara.
Ela explicou que a Prefeitura de Caçador trabalha para reduzir a problemática. “Realizamos diversas atividades para retirar os adolescentes do risco do contra-turno escolar, através da educação em período integral”, acrescenta.
Para Odilon Morona, gerente de Educação da SDR, o vandalismo é outro agravante nas escolas. “A sociedade não percebeu que as escolas não são do Município, da Prefeitura ou do Estado. Elas são nossas. Através da mudança de visão o vandalismo vai ser reduzido com certeza”, comenta.
A educação dada em casa foi um dos pilares das discussões, abordada por Jadson Javel Teixeira, promotor de Justiça.
O juiz Fernando Speck de Souza destacou sobre a importância dos valores vindos de casa. “É necessária uma reeducação dos pais para transmitir aos filhos, valores essenciais. Se analisarmos os alunos que atravessam problemas com drogas, verificamos que os seus pais quando alunos também enfrentaram essa problemática”, também destaca o juiz, Fernando Speck de Souza.
A falta de instrução e a curiosidade do jovem, segundo Speck, influenciam a opção pelas drogas na adolescência.





