3 de outubro de 2026
Atenção

Vigilância alerta sobre riscos causados pelo excesso de chuvas

Comunidade deve tomar cuidados para evitar transtornos e doenças

Por Caçador Online

O mês de janeiro encerra nesta segunda-feira, mas ficará lembrado pelos caçadorenses como um dos meses mais chuvosos dos últimos anos. Além dos problemas de enxurradas e alagamentos, o excesso de água pode acarretar em riscos ainda maiores se as pessoas não estiverem atentas. O contato com água ou alimentos contaminados pode causar sérias doenças, além da probabilidade maior de contatos com animais peçonhentos.

Para auxiliar a comunidade, a Vigilância Sanitária de Caçador elencou alguns cuidados essenciais para evitar transtornos.

Em relação à ingestão de água contaminada, o risco maior é de contrair hepatite A ou diarréias. Por isso, moradores de casas abastecidas pela Casan devem entrar em contato com a empresa caso observem alguma alteração na água da torneira (como odor ou coloração diferente do habitual). “Se a água provém de outras fontes e a casa tiver sido atingida pela enchente, os moradores precisam tomar cuidados”, explica a coordenadora da Vigilância Sanitária de Caçador, Fátima Michelin:

Ela informa também que, antes de utilizar a água, a pessoa deve tratá-la com hipoclorito de sódio. A receita é duas gotas de hipoclorito de sódio para cada litro d’água. Deve-se aguardar 30 minutos, depois da mistura, para beber a água. Caso não se tenha hipoclorito de sódio, a fervura é uma alternativa segura e deve ser feita quando a água estiver turva.

A água da piscina não é potável. Além do cloro, são utilizadas várias outras substâncias no tratamento da que podem ser nocivas à saúde. Ela pode, se necessário, ser utilizada para a limpeza doméstica, mas não para consumo.

Cuidados com os alimentos
Fátima relata que todo alimento que ficou submerso ou umedecido não deve ser consumido mesmo que esteja em embalagem plástica ou enlatado. Caso tenha ocorrido falta de energia e os alimentos estavam na geladeira, sem contato com a água da chuva, não consumi-los nas seguintes ocorrências: se tiverem alteração de cor, odor ou de consistência. Por exemplo: carne crua muito amolecida.

Na hora da limpeza
 “É preciso evitar o contato com a lama que fica das enchentes, pois ela é altamente infectante. Use sempre luvas e botas. É necessário limpar e desinfectar os reservatórios de água mesmo quando não atingidos pela enchente, já que a rede de fornecimento de água pode apresentar vazamentos e contaminá-los. Para mais informações sobre o procedimento de desinfecção da caixa d´água, procure a Vigilância Sanitária”, diz a coordenadora.

Cuidados com doenças
De acordo com a Vigilância Sanitária, o período de incubação da leptospirose, que é transmitida por roedores domésticos, vai de 1 a 30 dias após o contato com o agente infeccioso, e os sintomas variam desde febre alta, dor de cabeça e dores musculares, até quadros mais graves, podendo ocorrer icterícia (coloração amarelada na pele e nas mucosas), insuficiência renal, hemorragias e alterações neurológicas que podem levar à morte. “Ao apresentar alguns desses sintomas, procure a unidade de saúde mais próxima”, completa Fátima.
Atenção aos animais peçonhentos
“Em relação aos cuidados com os animais peçonhentos, na limpeza de entulhos e do lixo doméstico, é preciso tomar cuidado com animais peçonhentos, como aranhas, cobras e escorpiões, que com a enchente são desalojados de seu habitat”, afirma a coordenadora.

Ao voltar para casa, deve-se sacudir roupas, sapatos, roupas de cama e colchões antes de utilizá-los.
“Até a limpeza total da região, não andar descalço. Tapar buracos nos assoalhos. Manter os arredores da casa limpos. Não colocar as mãos em buracos ou tocas”, acrescenta Fátima.

Em caso de picada, a vítima deve aguardar por socorro deitada, para diminuir a absorção do veneno. “Não tente chupar o veneno para extraí-lo do corpo nem amarre o local afetado. Procure ajuda profissional imediatamente”, afirma Fátima, informando também que não se deve colocar folhas, querosene, pó de café ou terra no local da picada, pois não controlam a circulação do veneno e podem provocar infecção.

Para mais informações, a pessoa pode ligar para o Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina (CIT), no telefone 0800-643-5252, em plantão 24 horas.

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