A Estação Experimental da Epagri de Caçador apresentou nesta segunda-feira, 27, os resultados do SISPIT (Sistema de produção Integrada de Tomate de Mesa) da safra 2009/2010. O evento, que teve a participação pesquisadores, técnicos, secretários de agricultura e produtores em geral, abordou todas as áreas que compõem os experimentos da tecnologia aplicada, desde a escolha do local do plantio até o período pós colheita.
Para o coordenador da equipe técnica do SISPIT, Walter Beckert, o pequeno agricultor continua desinformado. “Tenho dado palestras por todo Brasil, no Paraná, São Paulo, Goiás, e o que se vê é um interesse e enorme pela produção integrada. Então eu me pergunto por que o nosso produtor local ainda reluta em participar das reuniões e aderir a esta produção?”, questiona o engenheiro agrônomo.
A Epagri de Caçador é pioneira nos estudos da produção integrada de tomate, um trabalho que vem sendo realizado há três anos. “Estamos encerrando a parte de comparação entre produção convencional versus comparação integrada. Já ficou caracterizado - nas avaliações de experimentos práticos, pequeno produtor na Linha Cará, médio produtor em Rio das Antas e grande produtor em Lebon Régis – que a PI funciona e daqui pra frente não vamos mais trabalhar com a forma convencional”, afirma Beckert.
Entre as vantagens da produção integrada, o pesquisador cita a maior produtividade e a margem de lucro maior. “No último levantamento de preços pra venda de produtos, aqui na região, o custo da caixa do tomate foi de R$ 12,12 (margem de lucro 5%) e com a produção integrada o custo é de R$ 8,00, o que significa 50% de lucro”, explica.
Brasil assume compromissos e legislação aperta
Para o engenheiro agrônomo Luiz Borges, pioneiro na produção integrada da maça, a importância deste manejo é cada vez mais importante. “O Brasil assumiu perante órgãos mundiais compromissos de oferecer alimentos seguros e de forma sustentável. E para isso faz-se necessária a rastreabilidade dos produtos, saber onde foi cultivado e todo caminho que ele percorreu até a mesa do consumidor. Além disso, a sustentabilidade é outro ponto fundamental, que é a maneira que foi produzido o alimento. Tudo isso está fazendo com que a legislação seja alterada e questões como estas sejam cada vez mais cobradas no Brasil”, conclui o especialista.





