O caçadorense Mauricio Renan Maciel, de 21 anos, está em missão do Exército Brasileiro em Porto Príncipe, capital do Haiti, país mais pobre da América.
O trabalho consiste em patrulhamento motorizado e a pé em um dos lugares mais pobres da cidade, Cité Soleil, região que tem aproximadamente 300 mil habitantes. “Também realizamos operações de busca e apreensões. Paralelo a isso, realizamos ações cívicos sociais (acíso) segurança para a distribuição de mantimentos e de outras formas de doação, auxílio às agencias da ONU para cadastramento de futuras moradias”, conta Maciel, destacando que operações como essas visam o desenvolvimento do país.

Base Cité Soleil
O Batalhão de Infantaria de Força de Paz (Brabatt) é composto por aproximadamente 1200 militares, sendo desses, 111 de Santa Catarina. O 62° Batalhão de Infantaria de Joinville, onde Maciel serve, está sendo representado por 29 militares.

Cumprimentando uma criança durante a missão
Orgulhoso, ele afirma a sua satisfação em servir o Exército. “Ir a uma missão no exterior e ostentar a bandeira do Brasil no braço por seis meses é uma honra, até por que as dificuldades são imensas, pois a exigência é muito grande. São realizados processos de seleção física, médica e psicológicas para compor o contingente que vai a missão no exterior”, disse.
Como tudo começou
Mauricio Renan Maciel, nasceu no dia 24 de outubro de 1988, em Caçador e morei no município até os 16 anos. Mesmo tendo indo para Joinville, a maior parte da sua minha família ainda reside em Caçador.
Ele conta que tudo iniciou no tempo em que era atleta da Fundação Municipal de Esportes de Caçador e praticava atletismo. “Com o passar do tempo e com muita audácia minha e de minha família, fui competir na “São Silvestinha”, em São Paulo, independente das fontes da cidade, algo que era escasso e conquistei um ótimo resultado”, lembra Maciel.

Despedida com a família em Joinville
Segundo ele, o resultado repercutiu Estado adentro e a cidade de Joinville fez uma proposta para representar a cidade. “Não pensei duas vezes e parti para lá e me dediquei ao esporte”, contou.
Depois de alguns anos na cidade do Norte de Santa Catarina, Maciel teve que se alistar no Exército. “No início eu não estava muito animado com a possibilidade, mas meu irmão Marcos me incentivou dizendo que atletas se dão muito bem no Exército”, recorda Maciel.
“Com isso, me alistei e incorporei no dia 1º de março de 2007. Passaram 3 anos quando surge uma ordem do comando do Exército solicitando voluntários para compor o 13° contingente da missão no Haiti. Voluntariei-me e com o bom conceito conquistado com o passar dos anos, consegui uma vaga no tão concorrido pelotão que faria parte do batalhão que veio ao Haiti”, finaliza.





