O Projeto Rondon está sendo uma experiência de extrema relevância para os acadêmicos e professores que estão trabalhando na cidade de Mirandiba-Pernambuco. Uma das atividades que emocionou a todos o convívio com famílias pertencentes a comunidades quilombolas presentes no interior do município. Os acadêmicos e professores da UNIARP revelam que as famílias ainda cultivam costumes centenários, comidas típicas e vivem em situação vulnerável.

Para o acadêmico de Enfermagem Edevar Tomiozzo Junior, que visitou famílias que vivem em residências de chão batido, a experiência proporcionou novos conhecimentos. “Apesar do chão batido, fui bem acolhido e aprendi que quanto mais simples a casa, maior a hospitalidade, a amizade e o amor”.

Além das visitas domiciliares, os acadêmicos palestraram sobre temas transversais e interagiram com a comunidade formada pelas diversas fachas etárias. A acadêmica Claudiane Leoratto atuou com crianças e adolescentes e foi uma das atrações da grande festa vivida pela comunidade quilombola de Queimadas.

As famílias residentes nesta comunidade do interior nunca haviam presenciado um personagem como o palhaço brincando com as crianças. “Senti que as crianças são bastante carentes de atenção e carinho. São afetivas e curiosas. O que me chamou a atenção foi que uma criança me perguntou se meu cabelo era mesmo colorido. Neste momento percebi o quanto aquele momento era mágico para aquelas crianças”.

Na comunidade de Feijão a alegria tomou conta das familias e dos rondonistas. Palestras, danças, comidas típicas, frutas diversas e um delicoso munguzá (alimento típico da região) foram atrações durante todo o sábado.
Para o professor Clayton Luiz Zanella, os sentimentos que estas experiências proporcionam são inesquecíveis. “Ver uma moça quilombola tomando chimarrão e assistindo danças gauchescas, alemães e italianas reforçou em mim a idéia de que e possível conviver com as diferenças e fazer do mundo um lugar muito melhor para se viver”, assinala o professor que destaca a parceria com a Universidade Católica de Brasília, que têm sido extremamente útil para que todos os objetivos da Operação Rei do Baião sejam alcancados.
Para o professor Luiz Augusto Grando Padilha, a equipe da UNIARP está integrada e desempenhando de forma ética e comprometida todas as ações do cronograma. “Presenciei comunidades carentes, precisando de auxílio técnico, financeiro e social. Todos sabemos que em nosso país estas desigualdades sociais são corriqueiras. O que precisamos fazer é implementar ações concretas e multidisciplinares que efetivem o direito da equidade, pois as comunidades que estou visitando possuem muito conhecimento”, salienta.
A acadêmica de Fisioterapia Joice Riberio ficou emocionada com as atividades desenvolvidas nas comunidades quilombolas. “Diferenças existem em nosso país, mas a igualdade está acima de todas elas”.
Simone Eger do curso de Pedagogia contou histórias e divertiu todas as pessoas presentes nas comunidades, inclusive o Coordenador do Projeto Rondon Coronel Pierobon. “Protagonizei personagens e com eles construí afeto e magia em meio ao sertão”.
Para a acadêmica de Pedagogia Marluci Dalpias, viver estes momentos tem sido de extrema valia para sua aprendizagem. “Aqui aprendemos a dar valor às pequenas coisas que o corre-corre do dia-a-dia nos impede de perceber. Aqui descobrimos o verdadeiro sentido da vida, que é dar valor ao mais nobre sentimento: a amizade”.
Outros depoimentos
“Foi um prazer imensurável poder participar de ações nas comunidades quilombolas e trocar experiências que marcaram para sempre minha vida”. Acadêmica de Psicologia Karin Elise de Souza Santos
“Poder estar em contato com os remanescentes de quilombolas só reforçou em nós o sentimento de quão precisamos respeitar a riqueza de diversidade cultural deste país”. Acadêmica de Direito Evelyn Scapin.
“Foi uma grande emoção ser recebida de braços abertos nas comunidades Quilombolas, mesmo com todas as suas dificuldades nos passaram um exemplo de amor e carinho”. Acadêmica de Farmácia Ana Claudia Gottert.





