3 de outubro de 2026
VACINAÇÃO

Campanha contra Pólio não atinge meta

Dificuldades foram encontradas pela equipe principalmente no interior do município

Por Caçador Online

A campanha contra a Poliomielite em Caçador atingiu bons números mas não o que estava previsto nas metas de acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, enfermeira Paula Xavier. A primeira etapa não chegou as números pactuados junto ao Ministério da Saúde, que era de 95% de vacinação para crianças menores de cinco anos.

“Ficamos abaixo do esperado. As crianças menores de um ano foram vacinadas 1007 (81.14%) e crianças de um a quatro anos vacinamos  4.207 (88%). Para nós isso se torna um pouco inconveniente no sentido de que teremos que fazer uma justificativa junto ao Ministério da Saúde sobre o porque do município de Caçador não atingir os 95%”, declarou.

No mês de agosto será feita a segunda etapa de vacinação. “Gostaríamos de chamar a atenção dos pais, que mesmo as crianças que não tomaram a primeira dose na etapa inicial, devem fazer a dose de agosto”, disse Paula.

A enfermeira salienta que estão com dificuldades para vacinar principalmente as crianças do interior do município.

“Fizemos um roteiro para três dias e vacinamos três crianças apenas. Deveremos fazer uma reavaliação de estrutura e estratégias para saber da existência de crianças no interior dentro desta faixa etária da vacinação. Precisamos saber se estamos deixando de vacinar ou se os pais estão vindo para cidade vacinar os filhos”.

Vacina H1N1

A campanha de vacinação contra a gripe H1N1 continua em Caçador segundo Paula, para as gestantes que ainda não fizeram sua vacina e também para as mulheres que vierem a engravidar.

“Além delas, estamos vacinando as crianças de 6 meses que fizeram a primeira dose e que já estão no prazo de fazer a segunda. Possibilitamos também a vacina para aquelas crianças que ainda não tinham seis meses de vida mas que agora completaram”, afirma.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica comenta que as demais faixas etárias foram encerradas. “Entendemos que se prorrogarmos mais a campanha, vamos chegar ao final do ano ainda fazendo vacinas. É necessário limitar, até porque o Ministério da Saúde mandou um protocolo dizendo que se encerrava com as demais faixas etárias, mantendo apenas as já citadas”.

A vacina contra a gripe H1N1 é uma maneira de prevenir, mas Paula Xavier ressalta que não é 100% segura para evitar a doença, pois existem questões que dependem da imunidade da própria pessoa.

“Pedimos que, associado com a vacinação, as pessoas mantenham hábitos de higiene, lavando bem as mãos com uso de álcool em gel, manter os ambientes arejados, bem ventilados, iluminados e, se possuir algum sintoma, procurar uma unidade de saúde. O quanto antes fizer o diagnóstico, mas rápido se faz a terapia medicamentosa e mais resultados efetivos a pessoa terá”, define a enfermeira.

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