O Ministério da Educação determinou que o município de Calmon devolva, aos cofres da União, R$ 948.908,10, referentes a verbas federais repassadas para a construção de uma creche e desviadas da finalidade pelo ex-prefeito João Batista de Geroni.
De acordo com o Ofício, o Município tem 30 dias para devolver os recursos que foram retirados da conta do convênio. O desvio de finalidade dos recursos vem sendo investigado pela administração municipal e, no relatório de auditoria firmado pela empresa Hermógenes Balena Ltda., consta que foram realizadas 14 transferências no valor de R$ 50 mil cada, retirando todo o dinheiro da conta vinculada para a construção da creche.
Todas as autorizações das transferências foram realizadas pelo ex-prefeito e pela ex-tesoureira, Silvana Gomes Rebelin.
O tema foi motivo de debate na Câmara Municipal de Calmon, em tumultuada sessão que contou com a presença do atual prefeito, Alcides Francisco Bof, onde foi relatada, além da situação da creche não construída, a situação caótica de entrega do Município, tanto na parte financeira quanto documental.
Na parte financeira, as dívidas atingem o montante de R$ 7 milhões, e na documental, diversos atrasos de repasse no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que são recursos da União, e com pendências no Sistema de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) que impediram o Município de receber recursos de convênios federais durante todo o ano de 2009.
“Os quatro vereadores da oposição estão tentando tapar o sol com a peneira para não admitir que têm parte da responsabilidade em tudo o que aconteceu no mandato anterior, porque não fiscalizavam o Poder Executivo, sendo que foram eleitos e recebiam dinheiro do povo para isso”, disparou Alcides Bof, em menção a Joacir dos Santos Trindade, Paulo Pompeo e Giovani Gilberto Gregório, que formavam a base governista de De Geroni na Câmara e votaram a favor de três Projetos de Lei que autorizavam a transferência do dinheiro da creche.
O prefeito Bof continua lamentando ter recebido o Município nessa situação, mas agradece a equipe de trabalho e principalmente a população calmonense que entende o problema e está ajudando na solução deles.
“Esperamos que a Justiça se pronuncie logo. Já estava difícil antes de termos recebido esse ofício para devolver quase R$ 1 milhão, agora vai complicar ainda mais, mas não vamos desistir, vamos continuar trabalhando para nosso povo”, garantiu Bof.





