A administração municipal de Caçador busca alternativas para mudar o atual quadro dos Tratamentos Fora do Domicílio (TFD), que atingem números elevados de pacientes mensalmente. O propósito é dar comodidade às pessoas que além de esperar em filas para serem atendidos, ainda precisam enfrentar longas viagens em estradas catarinenses nem tão seguras. Para isso o projeto de implantar a políclinica onde funcionava o Hospital Jonas Ramos é a meta.
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Loely Belaver, atualmente são 497 pacientes que necessitam de atendimento fora do domicilio (TFD) mensalmente e, somada aos acompanhantes, o número de pessoas transportadas pela Secretaria de Saúde se aproxima de mil.
“Além do desconforto da viagem, todas correm um grande perigo em nossas rodovias, sem falar nas horas que precisam esperar para serem atendidas, tendo, em alguns casos, dificuldades até mesmo de alimentação. Queremos mudar esta realidade e vamos fazê-la trazendo estes atendimentos para perto das pessoas”, salienta.
Lola também destaca que o objetivo é trabalhar no preventivo e não esperar agravar o problema para buscar solução fora.
“Não se discute a importância do Hospital Jonas Ramos, mas o único fechamento aconteceu na ala psiquiátrica, uma vez que os demais atendimentos serão realizados no Maicé. Queremos suprir esta perda trazendo novos atendimentos, que beneficiará um número ainda maior de pessoas”, informa.
Outras especialidades
Apresentando alguns números, a secretária destaca que somente na área de fonologia, entre consultas e outros atendimentos, são mais de 1200 por mês. Apesar do trabalho realizado no município, a fila de espera para tratamento na área de ortopedia também é considerável, com aproximadamente mil pessoas.
Já para a oftalmologia são aproximadamente duas mil, assim como em outras especialidades onde os números também são elevados. “Aí se observa a necessidade de trazer estes serviços, acompanhado de novos profissionais para atender a nossa população. Em praticamente todas as áreas a demanda é maior que a nossa capacidade de atendimento, mesmo com os esforços dos nossos profissionais”, enfatiza.
Lola destaca que a administração aguarda a liberação da Vigilância Sanitária do Estado para implantar a clínica de hemodiálise no município. Onze máquinas já chegaram e irão atender os 29 pacientes que atualmente precisam se deslocar, três vezes por semana, até Videira, para receber o atendimento.





