O município de Caçador pretende sair na frente no desenvolvimento de políticas que possibilitem novas práticas da saúde. O prefeito de Caçador, Saulo Sperotto, disse na manhã desta segunda-feira (21) que pretende transformar o Hospital Jonas Ramos em uma policlínica especializada, para atender casos de média e alta complexidade.
“Existe a intenção da sociedade em repassar o hospital para o município e aí sim teremos competência para conduzí-lo, ao contrário do que acontecia anteriormente, quando a concessão era da Sociedade Franco Brasileira, administradora do hospital”, declara.
O prefeito afirma que o município já está fazendo todo o levantamento para a criação do Plano Municipal de Saúde. Esse Plano mostrará as diretrizes e dará orientações necessárias de tudo o que será investido em Saúde em Caçador, além de fazer um diagnóstico da realidade do atendimento básico.
Após a criação do Plano e com o projeto da Policlínica implantado, Sperotto informa que o próximo passo será, em parceria com a Fecam, Governo do Estado e os próprios municípios catarinenses, lançar uma nova política de saúde pública regional.
Através dos consórcios intermunicipais de saúde será iniciado o processo para contratualizar serviços, com o Estado aportando recursos para benfeitorias na estrutura e compras e equipamentos necessários para a implantação destas policlínicas.

“O grande problema da maioria dos municípios brasileiros são os casos de média a alta complexidade, onde qualquer consulta básica, o médico solicita o acompanhamento de um especialista que muitas vezes o município não tem, fazendo com que os atendimentos sejam fora do município e demorados”, enfatiza.
Para Sperotto, com a criação destas policlínicas regionais os atendimentos poderão ser feitos no próprio município. “Por isso, se fez necessária a criação de políticas eficientes para mantê-los atendendo aqui, comprando serviços para garantir a demanda”.
Cirurgias eletivas
O prefeito de Caçador ressalta que com estes profissionais morando em Caçador ou região, é possível também fazer cirurgias eletivas, uma vez que não adianta disponibilizar consultas e exames e não ter estrutura para cirurgias.
Sperotto destacou ainda a dificuldade dos municípios brasileiros dentro deste setor ao assumir competências que não cabem a eles. Ao contrário dos municípios e do Governo do Estado, o prefeito diz que a União não cumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal, deixando de repassar os valores que a ela competem.
“A nossa expectativa é pela aprovação da Emenda Complementar 029, que regulamenta os índices de repasses aos municípios. Em 2009 o Governo Federal aplicou apenas 6,3% e neste primeiro quadrimestre apenas a 4%. Isso significa que os municípios têm que arcar com a prestação de outros serviços que não são de suas competências”, finaliza.





