3 de outubro de 2026
Transplantes

Depoimentos emocionam participantes

Transplantados e doadores contaram suas histórias de vida em Caçador

Por Caçador Online

Caçador foi nesta quinta-feira (27) um espaço de discussão sobre a Política Nacional de Transplantes/SUS com ênfase para a organização do Estado de Santa Catarina para esta política. O evento foi uma promoção do Conselho Municipal de Saúde. Um dos objetivos primordiais da passagem pela cidade também, era difundir a importância em se doar órgãos e ajudar a salvar vidas.

Estiveram em Caçador o coordenador da Central de Notificação, Captação e Distribuição de órgãos e Tecidos de Santa Catarina, Dr. Joel de Andrade e sua equipe. Na parte da manhã os visitantes realizaram encontro no Hospital Maicé com o grupo técnico do hospital, envolvendo direção, médicos, enfermeiras(os), psicólogos(as) e assistentes sociais.

Liliane Bier, do hospital Maicé, ressaltou que a equipe do hospital participou no ano passado de capacitação na Central de Transplantes em Florianópolis e vem evoluindo nesta questão. “Hoje em dia atuamos na abordagem dos pacientes e famílias no ambiente hospitalar. Quando há uma captação de órgão para ser feita, nossa equipe prepara e dá condições para que uma equipe de fora venha e realize os procedimentos”.

A tarde, das 14h às 16h, a Câmara de Vereadores recebeu uma Audiência Pública com o tema “Política Nacional de Transplantes – Importância da doação de órgãos”. Na ocasião foram apresentados depoimentos de pessoas transplantadas, pessoas que já doaram órgãos e também de familiares que perderam parentes e doaram os órgãos da pessoa falecida, ajudando a salvar vidas.

Joel de Andrade, coordenador estadual de Transplantes, falou da importância de estar discutindo este assunto com a comunidade. “A doação acontece quando a família discute o assunto com antecedência. Quando as pessoas ouvem sobre o tema, quando têm suas dúvidas esclarecidas, elas optam por esta ação solidária que é a doação de órgãos”.

Santa Catarina é pelo quarto ano consecutivo o melhor estado em relação a transplantes. A única fila que preocupa é de córnea. São mais de 500 pessoas esperando transplante. As demais estão estáveis, jamais teremos fila zero.

Depoimentos emocionaram

Gilberto Scussiato, transplantado de fígado e secretário geral do Grupo Hércules (grupo de apoio aos portadores de hepatites), foi o primeiro a dar seu depoimento, de como a vida renasce após um transplante.

Na sequência quatro caçadorenses se manifestaram. O bispo Dom Luiz Eccel apresentou sua história, pois foi doador de medula óssea para seu irmão, que vive bem até hoje. Gilson Schneider precisou de transplante de córneas para voltar a enxergar. Agora, prepara-se para novo transplante, ele está novamente na fila.

Claudete Carpem deu seu depoimento sobre a perda de um filho de 22 anos ocorrida há dois anos em Caçador (André), vítima de acidente de moto. Seus órgãos foram doados e ajudaram muitas pessoas. Por fim Adão de Almeida, transplantado de fígado falou sobre como sofreu com a cirrose causada pela bebida e todo o processo do transplante e como teve uma nova chance de viver.

Para a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Janeth de Almeida, “o que fica deste debate é a lição da solidariedade e do amor que devemos ter com o próximo. Vamos nos organizar em Caçador em um grupo que vai acompanhar este tema. Hoje temos a condição de escolher sermos ou não doadores, mas amanhã podemos estar precisando de um transplante”.

Encerrando a visita ao município, a Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe (Uniarp) recebeu palestra da equipe às 19h30 com o tema “Doação de órgãos e Política Nacional dos Transplantes”.

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