Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Artefatos de Couro e Vestuário de Caçador e Região (SITRIVEST) realizou neste sábado, 13, uma palestra para as mulheres da categoria.
A palestra foi proferida pela doutora em Direito, Elsa Cristine Bevian, de Blumenau, que falou as mais de 50 mulheres sobre Assédio Moral. O presidente do SITRIVEST, Valmor de Paula, fez a abertura do encontro e disse ser esta uma oportunidade única. “Muitas das mulheres da categoria enfrentam situações que caracterizam assédio moral nas empresas, por isso é fundamental conhecer as causas para saber identificar e denunciar situações de assédio moral”, disse ele.

Elsa ressaltou fatos que caracterizam o assédio moral. “Se vocês está no ônibus em direção ao trabalho e alguém jaz chacota de você, um colega de trabalho, um superior, isso já caracteriza o assédio moral e ele pode acontecer no ambiente familiar, mas no trabalho é caracterizado como violência”, frisou ela.
A palestrante reforçou que a mulher precisa se gostar, ter auto valorização, se respeitar, pensar em coisas boas e não permitir que o assédio moral aconteça. “Não estou aqui dizendo para vocês desrespeitaram o superior, mas as a violência não pode existir no ambiente de trabalho, e falo da violência com as palavras, na falta de tato de lidar com as pessoas”.
O importante, segundo Elsa é não engolir muitos sapos. “Traga a discussão para os colegas, fale no Sindicato. As pessoas sofrem no trabalho situações humilhantes e não falam sobre isso, mas o trabalhador é o maior prejudicado”.
Após a palestra, as presentes receberam uma lembrança do SITRIVEST e participaram de um coquetel.
Denúncia
Para que a denúncia de Assédio Moral seja caracterizada, são necessárias provas. Por isso, o ideal é fazer um caderno de anotações com a data, horas e local em que a humilhação, desrespeito, pode ter ocorrido.
“Se começarem a te perseguir, todos os dias acham um motivo para te humilhar, comece a anotar. Hoje em dia o assédio moral pode até ser considerado um acidente de trabalho, mas para isso é preciso provar que ele aconteceu com as anotações, testemunhas, etc. A humilhação é um risco invisível e não pode perdurar”, finalizou ela.





