4 de outubro de 2026
Fato

Biólogo afirma que cobra encontrada é uma jararaca e não urutu

Por Caçador Online

A cobra encontrada no Parque Central José Rossi Adami na semana passada é uma jararaca e não uma urutu. A garantia é do biólogo Leomir Tesser, que destacou a questão de ambas serem venenosas, mas terem uma diferença considerável.

“Ambas fazem parte do mesmo gênero, a Bothrops, mas uma delas é Bothrops jararaca e a outra Bothrops alternatus (Urutu cruzeiro)”, explica Leomir.

O biólogo ainda destaca que as duas cobras são venenosas e que a picada delas causa necrose na pele e ação botrópica, onde seu nome já diz respeito (Bothrops) e pode levar à morte se não tratada em tempo.


Bothrops jararaca


Bothrops alternatus (Urutu cruzeiro)

A respeito da origem da cobra, Leomir salientou que é complicado definir, já que existem diversas possibilidades para a cobra estar onde foi encontrada. “Como é uma cobra da região, não temos como afirmar como ela foi parar no Parque Central”, completa.

Cuidados
O biólogo destaca alguns cuidados que devem ser tomados se acaso encontrar uma cobra e mesmo se acaso houver uma picada. “Antes de tudo, deve-se chamar os bombeiros, que são preparados para poder capturar esses animais”, afirma.

Segundo Leomir, ao encontrar esses animais em ambiente urbano, as pessoas não devem se aproximar deles, pois podem desferir um ataque rápido, ocasionado danos à saúde da vitima. “Embora as serpentes despertem medo nas pessoas, devemos entender que elas fazem parte do nosso ecossistema”, acrescenta.

Ele alerta para que, no caso de picadas de cobra, não se deve fazer torniquetes nem mesmo cortar no local da picada. “Algumas pessoas por conhecimento empírico pensam que se fizerem corte na região atingida, o veneno irá sair, isso na verdade não acontece, uma vez que as presas inoculadoras da serpente injetam o veneno pela corrente sanguínea”, explica Leomir.

“O que se deve fazer é socorrer a vítima, evitando que a mesma movimente-se demais e até mesmo lavar o local com água e sabão e logo após procurar o pronto socorro para atendimento médico imediato”, completa o biólogo, salientando que aproximadamente 1% das picadas de cobras venenosas são fatais quando a vítima não é socorrida a tempo.

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