A reunião nesta quarta-feira, 6, que debateu a situação do Hospital Jonas Ramos, acabou sem entendimento. Apesar do apelo do Conselho Municipal de Saúde, a Rede Hospitalar Santos Anjos continua irredutível e afirma que vai encerrar os serviços no local. A direção da entidade voltou a alegar inviabilidade financeira.
Segundo informações da própria RHSA, o custo de manutenção do Jonas Ramos é de R$ 70 mil mensais. “É inviável manter o atendimento no Jonas Ramos. Iniciamos nesta semana as adequações do terceiro andar do Maicé que vai absorver os serviços da maternidade, e com isso a ala psiquiátrica será fechada”, diz a direção do Hospital. Devido às obras no Maicé, não há data certa para que o Hospital Jonas Ramos seja desativado.

De acordo com a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Janeth de Almeida, caso o fechamento da ala psiquiátrica se confirmar Caçador sofrerá uma perda imensurável na saúde pública. “A saúde mental é um problema social muito grande. Este espaço que foi aberto em setembro de 2008 está funcionando muito bem atendendo a grande demanda de pacientes de Caçador e dos municípios vizinhos”, argumenta.
A reunião contou com a presença de pacientes do Caps II e Caps Ad, que relataram a importância da ala psiquiátrica em muitos casos. “Mesmo tendo uma posição irredutível do Hospital, vamos continuar lutando. Foi colocado na reunião que pelo menos nos próximos 90 dias os serviços no Jonas serão mantidos e neste período vamos continuar mobilizando as autoridades”, conclui Janeth.
Secretária municipal de Saúde afirma que responsabilidade é do Estado
Presente na reunião, a secretária municipal de Saúde, Loely Belaver, disse que a responsabilidade do atendimento psiquiátrico é do Estado. “O município está preocupado com a saúde mental da população, mas é uma atribuição do Estado. Mesmo assim vamos acompanhar de perto esse debate”, comenta Lola.
A secretária afirma que caso o Jonas Ramos seja desativado, o município pode usar a estrutura para ampliar os serviços de saúde básica. “Isso é apenas uma possibilidade. Vamos acompanhar a decisão do Hospital”, conclui. Caso venha a utilizar o local, a secretaria de Saúde poderia ser transferida para o local, assim como outros programas (ambulatório, oftalmologia, P.A 24 horas, entre outros).





