Uma reunião nesta quarta-feira, 6, às 14h, na Secretaria de Desenvolvimento Regional de Caçador, vai debater a questão da ala psiquiátrica do Jonas Ramos. Segundo informações repassadas pela diretoria da Rede Hospitalar Santos Anjos em reunião do Conselho de Saúde, em dezembro, os serviços de obstetrícia e ginecologia serão transferidos para o Maicé, e os leitos de tratamento psiquiátrico vão ser fechados.
A direção da Rede Hospitalar ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas os motivos apontados na reunião do Conselho de Saúde seriam dificuldades financeiras. A previsão é que o fechamento dos leitos aconteça é meados de janeiro.
Na reunião que vai discutir o assunto devem estar presentes membros do Conselho Municipal de Saúde, diretores do Hospital, a nova secretária municipal de Saúde, Loely Belaver, a responsável de controle e avaliação da pasta, Cleony Figur, secretário regional, Gilberto Comazzetto, representantes da classe médica, representante da Associação Mantenedora do Hospital Jonas Ramos e prefeitos de toda região, já que a ala psiquiátrica é utilizada por pacientes de vários municípios.
Para a presidente do Conselho de Saúde, Janeth de Almeida, o fechamento da Ala Psiquiátrica seria um retrocesso para Caçador e região. “Temos a clareza da necessidade deste serviço. Fizemos visitas aos dois Caps e no próprio hospital onde os pacientes nos imploram que não seja encerrado esse atendimento”, diz.
Inaugurada em setembro de 2008, a ala psiquiátrica São Rafael conta com 13 leitos em pleno funcionamento e mais 10 que precisam de adequação. O médico psiquiatra, Marcos Henning, confirma a grande utilidade do espaço.
“A demanda de pacientes com doenças mentais é muito grande e boa parte precisa de uma internação breve de 30 dias. São esquizofrênicos, dependentes químicos, depressivos, tentativas de suicídio e outros casos que às vezes precisam de uma medida emergencial”, explica.
Ainda de acordo com o especialista, a ala psiquiatra do Hospital Jonas Ramos trouxe um benefício imensurável a saúde pública de Caçador e região. “Isso foi uma briga de 10 anos. Antes eu precisava levar pacientes para fora, levava 30 dias para achar uma vaga no Estado. Às vezes alguns pacientes ficavam trancados e amarrados em casa, ou medicados no Hospital, e com isso a família sofre muito”, comenta Henning.
“Estamos chamando a responsabilidade do Estado e do Município, em fim, toda comunidade. Se este atendimento fechar, vamos criar uma problemática social muito grande no município e em toda região”, conclui a presidente do Conselho de Saúde.





