O corpo do menino Gilmar Antunes Ribeiro foi encontrado na tarde desta terça-feira, 29, pelos Bombeiros Voluntários de Caçador no rio do Peixe, em Ipoméia. Ele havia desaparecido um dia antes, quando se jogou nas águas com dois litros destacartáveis.
Gilmar, que não sabia nadar, tinha 16 anos. A busca iniciou no final da tarde da segunda-feira e se estendeu até a noite, em ação conjunta dos bombeiros de Caçador e Rio das Antas. Na manhã desta terça, as equipes de resgate retomaram os trabalhos.
“Menino mandou irmãs não olharem ele morrer”, afirma tia
“Ele mandou as irmãs não olharem ele morrer”, afirmou a tia de Gilmar, Angelina, sobre o menino que desapareceu no Rio do Peixe, em Ipoméia, distrito de Rio das Antas, nesta segunda-feira, 28. O adolescente tinha comemorado 16 anos no dia 19 de dezembro.
Segundo a tia, Gilmar não sabia nadar e se jogou nas águas do rio com dois litros descartáveis embaixo dos braços. “O problema é que, quando ele caiu na água, os litros escaparam e ele tentou se agarrar nos capins à margem”, disse a tia ao repórter do programa Boa Tarde Cidadão da Caçanjurê, Gilvano Genuíno.
Ela contou ainda que a irmã, Keli, agarrou na mão do menino para puxá-lo de volta, mas estava caindo na água também. “Nisso, a outra irmã, Kátia, puxou ela e trouxe para fora. Foi quando ele mandou elas não olharem mais para ele, para não verem ele morrer, porque não ia fazer falta para ninguém”, disse, emocionada, Angelina.
Em seguida, os bombeiros foram chamados, mas até a tarde desta terça-feira, 29, não haviam encontrado nenhum vestígio do menino. “O Gilmar era muito educado, pensava em trabalhar, ajudar a mãe dele que é separada e criou os três irmãos desde pequenos. Todo mundo gostava dele”, acrescentou a tia.
Angelina contou também que a mãe, Marli Graziotin, está em estado de choque e até a voz do filho ouvia. “Ela arrumava a mesa de tempo em tempo, dizendo que ele está chegando”, desabafou.





