A confirmação, pela imprensa e por autoridades de Joaçaba, de que o município será sede do campus da UDESC no meio-oeste catarinense repercutiu nesta segunda-feira, 21, em Caçador. Segundo o presidente da ACIC (Associação Empresarial de Caçador), Auri Marcel Baú, a decisão ainda não foi oficializada pela reitoria da Universidade e pelo governo do Estado.
“Caçador não concorda, não aceita esta decisão, até mesmo porque ela não é verdadeira, a partir do momento que o reitor e o governador ainda não se manifestaram oficialmente”, disse Baú, em reunião com o secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo, Fahdo Thomé Neto.

Ainda de acordo com o presidente da ACIC, durante seis meses Caçador apresentou todos os argumentos técnicos necessários para viabilizar a instalação do campus no município. “Estávamos a frente durante este período até a última reunião quando fomos surpreendidos por novos critérios que elevaram Joaçaba ao primeiro lugar. Nós não aceitamos estas novas regras, tanto que o secretário regional de Caçador e de Videira saíram no meio da reunião”, informa Auri Baú.
Nesta segunda-feira, Prefeitura e ACIC encaminharam para a SDR Caçador um documento de repúdio às mudanças realizadas na última reunião sobre a instalação da UDESC no meio-oeste. “O secretário regional se comprometeu a buscar apoio da SDR Videira e AMARP, Associação de Municípios do Alto Vale do Rio do Peixe. Não podemos deixar isso acontecer e vamos lutar até o último minuto”, acrescenta Baú, que apontou o assunto como prioridade na ACIC.
“É uma oportunidade do Estado modificar a situação da nossa região”, afirma secretário municipal
Para o secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo, Fahdo Thomé Neto, os critérios para a escolha da cidade sede do campus da UDESC foram alterados de forma arbitrária. “Falei com o prefeito Saulo por telefone e ele se colocou bastante contrário ao que está sendo divulgado, uma vez que é uma oportunidade do Governo do Estado modificar a situação da região, com o IDH (Índice de desenvolvimento humano) e do IDS (Índice de Desenvolvimento Social) muito reprimidos.
“A educação é uma das condições para esta mudança na região do Contestado. Reconhecemos que o Governo do Estado investiu bastante em Caçador, na infraestrutura. Está na hora do investimento vir também na questão humana, porque as pessoas é quem têm a condição de melhorar a qualidade de vida da população”, conclui.





