4 de outubro de 2026
Em Florianópolis

Caçadorenses conhecem coordenadoria que atende animais

Por Assessoria de Imprensa da Câmara de Caçador

Uma comitiva formada pela vereadora Sirley Ceccatto, assessoria jurídica da Câmara de Caçador e pela professora Clarice Paim Arnold, capacitadora da Campanha Caçadores do Bem, esteve nesta quinta-feira, 5, em Florianópolis conhecendo a estrutura e funcionamento da Coordenadoria de Bem-estar Animal (Coobea).

O objetivo da viagem foi analisar in loco a funcionalidade de um projeto que nasceu em janeiro de 2005 com a finalidade de solucionar o problema de animais soltos no meio urbano da Capital catarinense.

Segundo Maria da Graça Dutra, diretora da Coobea, o processo de implantação do projeto foi difícil, enfrentou preconceito e dúvidas entre a população, mas que através da credibilidade e de um serviço sério deu certo.

Dividido em duas estruturas, o local onde funciona Coordenadoria fica num local central de Florianópolis, de fácil acesso às pessoas carentes que desejam castrar os seus animais. “Hoje realizamos 24 cirurgias de esterilização gratuitas por dia, de segunda a sexta-feira. Também desenvolvemos os trabalhos de atendimento clínico veterinário emergencial a domicílio, cirurgias emergenciais, atendimento de denúncias de animais vítimas de maus-tratos e acompanhamento jurídico, orientações jurídicas referentes à legislação de proteção animal, programa de adoções responsáveis, Cão Terapia, educacional com estudantes”, disse.

Para a vereadora Sirley essa é uma iniciativa modelo, viável e que pode ser implantada em Caçador numa escala menor. “Acima de tudo, ações como está são fundamentais para a saúde da população. Os animais de rua hoje em Caçador são um problema de saúde pública e uma atitude precisa ser tomada”, frisou.

De acordo com Graça, desde o início da implantação da Coobea houve uma redução drástica de atendimentos hospitalares por mordeduras, sarna, dermatites. “Os atendimentos em saúde caíram muito após o início deste trabalho”.

Ao todo atuam na Coobea 26 funcionários, sendo seis veterinários nas funções de castração, consultório e domicílio. O gasto mensal total da Coordenadoria realizando todos esses trabalhos é de R$ 60 mil. “Nesse primeiro momento estamos conhecendo uma estrutura voltada ao controle de animais que está funcionamento muito bem e que serviu de modelo para cidades como o Rio de Janeiro. O conhecimento é fundamental para sabermos até onde Caçador pode ir e os erros que não devemos cometer”, enalteceu Sirley.

A primeira etapa para o início deste processo está acontecendo com o curso de capacitação oferecido na Câmara de Vereadores através de trabalho voluntário da professora Clarice Paim Arnold, conhecedora profunda do assunto. Já o segundo passo após esta visita é concluir um projeto voltado à realidade local.

Os eixos que devem ser trabalhados em Caçador são: educação e prevenção concomitantemente. Fornecer às pessoas informações sobre o mundo animal, seus direitos, como realizar denúncias e a importância da adoção deverão ser assuntos trabalhados junto à comunidade, como também ações de prevenção de abandono e a esterilização para reduzir o aumento geométrico de animais nas ruas.

Mais notícias