Citando como exemplo a falta de atenção para com o Rio do Peixe, que se estende até o rio Uruguai, recebendo dejetos de toda a espécie, sem tratamento algum pela maioria dos municípios por onde passa, o deputado Reno Caramori bateu forte no assunto do Saneamento.
Ele participou do Seminário sobre Pagamento de Serviços Ambientais promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc). Segundo o deputado, os governos municipais, estaduais e federais são incompetentes em prover a população de saneamento básico adequado.

“As cidades despejam diariamente montes de merda diretamente nos rios e mananciais, sem se preocupar com a saúde e o meio ambiente e depois cobram com veemência dos colonos e agricultores catarinenses pela manutenção da mata ciliar e os colocam como os grandes vilões na destruição do meio ambiente”, afirmou Caramori.
O Seminário teve palestra sobre a visão do governo federal sobre serviços ambientais, proferida por um representante da Ministério do Meio Ambiente, outro sobre “Valoração de Serviços Ambientais com Alexandre Lerípio, da Univali e uma terceira palestra, proferida pela engenheira florestal Maria Jose Brito Zakia, sobre Conceitos e Criação de Valor Sustentável para Empresas.
Caramori justifica sua manifestação diante das notícias da recente assinatura de ajuste de conduta do Governo do Estado de Santa Catarina, com novos prazos para que seja cumprida a política de saneamento estadual, editada no ano de 2005.
Por enquanto, 4 milhões de catarinenses seguem sem saber o que é saneamento básico e despejam diariamente 576 milhões de litros de dejetos nos mananciais de água. Ainda segundo as estatísticas, apenas 8% das cidades catarinenses são atendidas, ainda que parcialmente, com serviços adequados de esgoto. A média nacional é de 19%.





