Até o início de outubro próximo, Pinheiro Preto estará apresentando à sua população e às demais comunidades do Vale do Rio do Peixe, o livro que narra com detalhes o assalto ao trem pagador.
Ocorrido em 24 de outubro de 1909, quando o bando de Zeca Vacariano roubou significativa importância em dinheiro do tesoureiro da empresa construtora da Ferrovia do Contestado, nas proximidades do Ribeirão da Cruz, atual divisa entre Videira e Pinheiro Preto, o crime ganhou manchetes nos principais jornais das capitais estaduais do Brasil e teve ampla repercussão no país.
O livro, de cunho científico, fartamente ilustrado, elaborado pelo pesquisador do Contestado, prof. Nilson Thomé, licenciado em História na UNICS, especialista em História do Brasil pela UNOESC, mestre e doutor em História da Educação pela UNICAMP, também, resumirá os trabalhos da EFSPRG ao longo do Rio do Peixe, de 1908 até a inauguração da linha, em dezembro de 1910.
Paralelamente, a obra trará informações sobre a perfuração do túnel ferroviário em Pinheiro Preto, primeiro e único construído pela Companhia Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande no Território Contestado naquela época, incluindo a ponte no Ribeirão da Cruz, inaugurados há exatos 100 anos.
Para o prefeito Euzébio Vieceli, o centenário do assalto ao pagador, o centenário da construção do túnel e o centenário da ponte no Ribeirão da Cruz, agora em outubro de 2009, formam um oportuno evento de triplo significado social para o Município de Pinheiro Preto, com importância histórica para o patrimônio cultural e para o potencial turístico da "Capital Catarinense do Vinho”. “Por isso o acontecimento não pode passar despercebido”, disse.
Ele enaltece o apoio do Conselho de Desenvolvimento Regional e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Videira, para a edição do livro pela Prefeitura, que será distribuído na rede escolar de Pinheiro Preto e estará á disposição dos turistas que se dirigirem ao município para conhecer os locais históricos, agora centenários.





