O ex-técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, que já está em Caçador e profere, logo mais à noite, uma palestra no terceiro dia do Seminário de Administração da UnC, afirmou, em um almoço com empresários no Restaurante Esplanada, que não pretende voltar a treinar times do Brasil este ano, já que faltam poucas rodadas para encerrar a competição e está cuidando atualmente de projetos pessoais.

Parreira destacou algumas das diferenças e semelhanças que existem entre as empresas e os times de futebol. “As duas lidam com pessoas, precisam de planejamento, estrutura, investimentos, estratégias, visão e objetivos bem definidos”, compara, afirmando que além disso, nos dois casos, é necessária ainda a formação de equipe e ter funcionários ou atletas bem afinados.
“A diferença é que na empresa se lida com números, é muito fria, trabalha com resultados. No futebol, também se trabalha com resultados, mas lida com a emoção e o comportamento do líder tem que ser diferente”, acrescenta Parreira, afirmando, entretanto, que elas se interligam muito.
As copas
Comprometimento é a diferença entre as duas copas do Mundo disputadas pelo técnico Carlos Alberto Parreira. “Para a competição em 2006, ganhamos a Copa América e a Copa das Confederações, que acredito ter sido a mais complicada, já que pegamos Alemanha e Argentina. Mesmo assim, quando chegamos na Copa do Mundo, a coisa mudou e o treinador não tem controle sobre os jogadores”, salienta, destacando a falta de tempo para preparação.
“Depois de dezembro, tivemos apenas um jogo com os atletas e notamos que não havia mais aquela química no grupo quando nos concentramos para a Copa do Mundo e não havia mais como mudar”, completou, afirmando que a Seleção do Dunga tem essa química.
“É uma seleção sem muitos craques, mas é muito equilibrada. A qualidade é muito grande”, acrescentou Parreira.





