Caçador fez uma curva vertical no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) dentro de dois anos. Da 82ª posição em 2005, o município caiu para a 157ª em 2006, um retrocesso de 5,9%. Criado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, o índice determina a classificação dos municípios nas principais áreas de desenvolvimento humano.
Os dados utilizados são de 2006. A diferença de três anos se deve ao fato de a pesquisa utilizar apenas estatísticas oficiais. Apenas neste ano foi possível reunir dados dos Ministérios da Educação, da Saúde e do Trabalho.
Em 2009, o IFDM reuniu informações de 5.565 cidades de todo o país. A leitura dos resultados, por áreas de desenvolvimento ou índice final, varia entre 0 e 1 – sendo que, quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o município.
Caçador está com um IFDM de 0,6723 contra os 0,7142 anteriores. Cidades da região, como Joaçaba, Iomerê, Treze Tílias, Tangará e Luzerna, estão bem melhores classificadas. Melhor ainda está a vizinha Videira. Com um índice de 0,8438, o município está em 9º lugar no estado, com uma queda acentuada. Um ano antes, ocupava a segunda posição.
Emprego e renda com índice mais alto
Entretanto, se for analisado apenas o quesito Emprego e Renda, Caçador está com algumas posições de vantagem. Com 0,5704, o município fica na 62ª posição.
Na educação, uma das piores posições
No caso de se analisar apenas o quesito Educação, Caçador amarga uma posição muito mais preocupante ainda do que o próprio IFDM. Com um índice de 0,6668, o município fica no grupo dos últimos colocados, na 257ª posição, muito próximo dos municípios da região, como Rio das Antas, Lebon Régis, Timbó Grande, Matos Costa e Calmon.
Na saúde, um pouco melhor
Os dados da saúde de Caçador também são alarmantes, mas bem menos do que da educação. Mesmo assim, o município está entre os 90 piores do estado. Ocupando a 202ª posição, Caçador tem um índice em Saúde de 0,7796.
Bem no final
Bem no fim da tabela, estão as outras integrantes da região de Caçador. Macieira ocupa a 269ª posição, com um índice de 0,6019. Rio das Antas (0,5965) é a 272ª colocada. Timbó Grande (0,5461) ocupa a 287ª posição no ranking, seguida na péssima classificação por Lebon Régis (0,5461), na 288ª posição e Matos Costa (0,5235), na 289ª posição. Calmon está em penúltimo lugar dentre os 293 municípios catarinenses, com um índice de 0,4936.
No estado
Jaraguá do Sul é a cidade com maior índice de desenvolvimento de Santa Catarina. Brusque é a segunda colocada, seguida de Tubarão, Blumenau e Itajaí. Maravilha, no Oeste catarinense, tem o melhor desempenho na área de educação e Descanso, também no Oeste, o melhor resultado na área da saúde.
Santa Catarina teve alta de 0,9% na comparação com o ranking elaborado em 2005, registrando um IFDM médio de 0,7915. A média nacional foi de 0,7376. O Estado conta com 17 municípios na faixa de alto desenvolvimento (índice superior a 0,8).
Florianópolis é a quinta melhor capital
No duelo entre capitais, Florianópolis (0,8303) conquistou a quinta colocação geral, atrás de Vitória (ES), São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG). Na categoria Emprego e Renda, foi a décima. Em Educação alcançou a sexta posição e, em Saúde, a oitava. A capital catarinense, no entanto, foi uma das sete que registraram queda no índice geral em relação aos dados de 2005 (-0,1%). Apesar disso, no acumulado entre 2000 e 2006, acumula alta de 19,9%.
Estado só perde para SP, PR E RJ
Segundo a pesquisa, Santa Catarina é o quarto estado brasileiro com melhor índice de desenvolvimento, perdendo apenas para São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. No ranking de Emprego e Renda, o estado aparece em quinto. Na Educação é o terceiro, atrás de São Paulo e Distrito Federal, e na Saúde o quarto, superado por Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Sobre o IFDM
O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) surgiu em resposta à ação 97 do Mapa de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro, que propôs a criação de um índice para acompanhar de forma permanente o desenvolvimento humano, econômico e social no interior do Estado.
A metodologia do IFDM distingue-se por ter periodicidade anual, recorte municipal e abrangência nacional. Estas características possibilitam o acompanhamento do desenvolvimento humano, econômico e social de todos os municípios brasileiros, apresentando uma série anual de forma objetiva e com base exclusiva em dados oficiais.
O IFDM permite orientar ações públicas e acompanhar seus impactos sobre o desenvolvimento dos municípios, constituindo-se em uma importante ferramenta de gestão pública.





