A problemática está no acesso à entidade. Como o transportes coletivo deixa os estudantes próximos aos Correios, muitos precisam ser carregados pelas mães morro acima
Resolver o acesso de estudantes até a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE – de Caçador. Esse foi o objetivo principal da reunião que aconteceu nesta quarta-feira, 2, a tarde, na entidade entre o vereador Darci Ribeiro, diretora da APAE, Neide Yoshida, e membros do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Caçador, Karina Pompermaier e Vinícius Cofferi.
Dentre as alternativas encontradas em conjunto, está a de fixar um ponto de coleta de estudantes. “A intenção é reunir as linhas de transporte coletivo que trazem os alunos da APAE, determinar um local de embarque e desembarque para que os alunos sejam deixados, e a partir dali sair um ônibus especial que os leve até a entidade”, disse Karina.
Segundo Darci, essa é a alternativa mais viável. “Já havíamos conversado sobre isso com o Prefeito Saulo Sperotto. Não geraria transtorno nas linhas comuns e acabaria com o dilema de mães que precisam subir o morro da APAE com as crianças nas costas, pois hoje a grande maioria desembarca próximo aos Correios e precisa vir até a escola a pé”, afirma ele.
Agora, a entidade irá fazer um levantamento das linhas de ônibus usadas pelos alunos, os locais e horários de desembarque e embarque. “A partir daí, estudaremos um ponto de coleta, além de uma rota para o ônibus especial. Poderá ser Ponto de Coleta – APAE – APAS na entrada e APAS – APAE – Ponto de Coleta na saída”, acrescenta Cofferi.
O objetivo é deixar o ônibus alternativo com horários específicos que atendam os estudantes e demais pessoas que precisam dos serviços tanto da APAE como da APAS, duas entidades com acesso complicado em Caçador. “A demanda será visualizada e iremos adequar um ônibus especial para atender esses alunos”, finaliza Cofferi.
A solução desta problemática é uma luta antiga do vereador Darci Ribeiro. Desde o início do ano ele vem tendo conversas tanto com a APAE como com o Poder Executivo para resolver essa situação. “Não podemos permitir que mães tragam no colo os estudantes morro acima, mochila nas costas e ainda outros filhos junto, porque não tem com quem deixar”, conclui Darci.





