O fechamento de duas salas de aula no Irmão Leo, uma da 1ª e outra da 2ª série do Ensino Médio, gerou muita polêmica na manhã desta segunda-feira, 31. O motivo apontado pela Gerência Regional de Educação para a junção de algumas salas de aula é de que não havia o número mínimo de alunos em cada uma delas.
Uma manifestação foi organizada pelos alunos, argumentando diversas perdas que aconteceriam, tanto na qualidade do ensino quanto na condição de trabalho dos professores.
Para o coordenador do Sindicato dos Professores (Sinte), e professor do Irmão Leo, Aurélio dos Santos Souza, a junção das salas de aula ultrapassará o limite de 35 alunos e isso vai contra a determinação do CONAE.
“Trata-se da segunda tentativa que fazemos para que não se feche as turmas. Se não formos atendidos, faremos outras mobilizações, vamos chamar os pais e fazer abaixo-assinados para que tudo volte como estava antes”, afirmou.
O gerente Regional de Educação, Odilon Morona, afirmou que essa decisão de se fechar as turmas é da Secretaria Estadual de Educação e que não cabe aos responsáveis em Caçador ir contra. “Trata-se de uma normativa na Secretaria de Educação que afirma que se não tiver a quantidade mínima de alunos, é necessário que se feche as salas”, afirma.
Quanto à diminuição na qualidade de ensino, Morona afirma que isso não acontecerá e que depende do planejamento dos professores. “Alguns professores vão perder aulas e outros contratados podem ser dispensados, mas não podemos ir contra essa determinação”, completou Morona.
Entretanto, o gerente afirmou que poderá entrar em contato com a Secretaria de Educação, mas que a princípio, é necessário que se cumpra o que foi determinado. “Perguntamos o que os professores estão fazendo, já que temos diversos pedidos de transferência de alunos do Irmão Leo para outras escolas. Por que isso está acontecendo?”, indaga o gerente.





