Caçador deverá realizar, nos próximos dias, um novo cadastramento dos carrinheiros que atuam coletando material reciclável pelas vias urbanas. Trabalho semelhante foi realizado há cerca de 5 anos, antes da fundação da Cooperativa Cidadania e Meio Ambiente (Coocima).
Além disso, haverá uma entrevista com cunho social para saber como é a vida do trabalhador e sua família. Segundo o Decreto nº 3059, de 23 de setembro de 2004, que regulamenta a atividade dos catadores de materiais recicláveis em Caçador, aquele que não estiver obedecendo a legislação local e estadual, terá o seu carrinho recolhido.

“Animais não podem ser utilizados para puxar carroças e muito menos o lixo ser depositado na residência. Ele deve ser recolhido e vendido logo em seguida para as empresas licenciadas ou até mesmo ser encaminhado à Coocima”, afirma o chefe da Defesa Civil de Caçador, Sérgio Elói Bisotto.
Por falta de fiscalização do serviço, nesta semana, a Secretaria da Agricultura, Defesa Civil e a Coocima estiveram reunidos para discutir ações que permitam a regulamentação da prática na cidade.
Só será permitido o trabalho daquelas pessoas que possuírem a licença expedida pela Prefeitura, que estejam seguindo corretamente os procedimentos exigidos para o transporte do material e que não estejam fazendo de depósito a própria residência.
“Nossa intenção não é prejudicar os carrinheiros, mas fazer com que a norma seja cumprida e a sociedade beneficiada. Acúmulo de lixo atrai bichos como baratas, ratos e outros animais acabam se alimentando desses resíduos podendo levar doenças para dentro de casa, no convívio familiar”, acrescenta Bisotto.
Segundo o engenheiro agrônomo e coordenador do Programa de Coletiva de Caçador, Wilmar Carneiro, haverá uma grande limpeza na cidade. “Temos empresas licenciadas para trabalhar com esse material, como também a cooperativa que é autorizada a trabalhar”, enfatiza.
Um período de adequação será estipulado e um trabalho de divulgação realizado visando a legalidade da prática, como também a conscientização da população sobre como ajudar e participar do programa de Coleta Seletiva.
Empresas
Além da fiscalização dos carrinheiros, haverá também um trabalho com as empresas de outras cidades, que também trazem os seus funcionários até Caçador para que estes recolham o material reciclável. “Porém, eles se acomodam em barracos feitos de lona em locais irregulares e acompanhados de seus filhos, o que também não é permitido”, explica Bisotto.





