O SESI inaugurou nesta sexta-feira, 10, em Caçador, sua oitava escola do Programa de Inclusão da Pessoa com Deficiência na Indústria. A solenidade contou com a presença do presidente da FIESC, Alcantaro Corrêa e o superintendente do SESI/SC, Hermes Tomedi.

O estabelecimento, que a princípio atenderá cerca de 60 alunos, visa elevar a escolaridade para contribuir na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Serão atendidas pessoas a partir de 15 anos, com deficiências físico-motoras, visuais, auditivas e intelectuais.
A entidade coloca à disposição cursos de alfabetização, ensino fundamental e médio, braile e libras, ministrados na modalidade da Educação de Jovens e Adultos, com metodologia e salas de aula adaptadas com recursos adequados a cada tipo de deficiência.

O presidente da FIESC, Alcantaro Corrêa, destacou o investimento realizado. “É uma obra grandiosa que contempla a comunidade de Caçador e região, promovendo qualidade de vida e melhores expectativas profissionais para estas pessoas”.

O vice-presidente da FIESC, região Centro-Oeste, Gilberto Seleme, ressaltou a parceria entre o setor privado e o poder público – a Prefeitura é parceira - em prol da comunidade.
Para o gerente regional do Sesi, Luiz Carlos Bondicz, o importante é que as pessoas conheçam o local. “Convidamos a todos para nos visitar aqui no Sesi. Temos profissionais qualificados e ferramentas modernas para trabalhar com os alunos. As aulas serão duas vezes por semana, permitindo que todos continuem suas atividades em outras entidades”, comenta Luiz Carlos.
Censo
Durante a solenidade de inauguração, foi lançado oficialmente o censo que vai traçar o perfil sócio-profissional das pessoas com deficiência residentes em Caçador, Calmon, Rio das Antas, Lebon Régis e Santa Cecília.
Segundo o presidente da FIESC, o censo pode contribuir com as discussões acerca da Lei de Cotas. “Já realizamos esta pesquisa em outras cidades do Estado e a conclusão é que os números do IBGE são equivocados. Em Joinville, por exemplo, a informação era de que havia quase 10% da população com algum tipo de deficiência, e o censo realizado pelo Sesi mostrou que este número não passa de 1%. Então esperamos que o Ministério Público e a Justiça do Trabalho observem a realidade e possamos trabalhar juntos na inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho”, coloca Alcantaro Corrêa.
Para o superintendente do SESI/SC, o censo pode ser útil também para as Prefeituras. “Cada município da região poderá com esta pesquisa, organizar a atuação na área social, de saúde, acessibilidade, entre outros setores que tragam melhorias para as pessoas com deficiência”, explica Hermes Tomedi.

Tomedi entregou ao diretor presidente da UnC-Caçador, Dr. Luiz Beltrami o questionário da pesquisa, num ato simbólico de lançamento dos trabalhos. Na ocasião, o Dr.Luiz Beltrami, entregou uma placa de homenagem ao presidente da FIESC, Alcantaro Corrêa, em agradecimento ao apoio que a UnC-Caçador tem recebido desta importante instituição.

O Censo
A UnC-Caçador, juntamente com o SESI e o IEL/SC selecionou acadêmicos de todos os cursos da Instituição para atuarem como recenseadores no censo que vai traçar o perfil sócio-profissional das pessoas com deficiência na região. Dia 9 de julho foi realizado o treinamento dos recenseadores, com detalhamento da estratégia de trabalho.
A pesquisa será desenvolvida pela UnC-Caçador abrangendo um universo de 35 mil residências na região. As equipes da Universidade estarão devidamente identificadas com coletes e crachás com fotos.
O objetivo é ter um diagnóstico da realidade dos portadores de deficiência e com isso, munir as indústrias e as autoridades de dados para ampliar a discussão em torno da Lei de Cotas. Somente a partir de dados concretos, as indústrias poderão conhecer melhor a realidade do portador de deficiência, suas necessidades e potencialidades para o mercado de trabalho.





