Encerra nesta quarta-feira, 1º de julho, o prazo solicitado pela empresa Viposa para se posicionar em relação ao movimento de greve que alguns funcionários realizam desde o dia 23 deste mês. Para o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Artefatos de Couro e Vestuário de Caçador, há uma expectativa acerca da proposta da empresa, podendo ocorrer o fim das paralisações.

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Segundo informações extra-oficiais, a Viposa, através do Sindicato Patronal, estaria trabalhando no sentido que haja uma negociação. Os trabalhos em todos os setores estão funcionando normalmente e a empresa continua cumprindo todos os compromissos, de acordo com funcionários que não aderiram ao movimento grevista.
A semana começou novamente com manifestações em frente a empresa. Segundo o Sitrivest, 130 trabalhadores estão paralisados. Sindicalistas de outras regiões estão em Caçador e auxiliam na organização do movimento. Embora não haja declarações oficiais por parte da Viposa, fontes ligadas a empresa contestam o número que não chega a 10% dos 800 funcionários.

Nesta segunda-feira, 29, a empresa entrou com um pedido proibitório à greve junto à Vara do Trabalho de Caçador, solicitando assim a ilegalidade da greve. Entretanto, por antecipação de tutela o juiz Etelvino Baron determinou que os manifestantes realizem a sua concentração de greve a uma distância de 30 metros da porta de acesso da empresa.

O não cumprimento da determinação implica em multa de R$ 1 mil/dia a ser pago pelo Sitrivest. Segundo os sindicalistas, as manifestações devem ganhar mais corpo nesta terça-feira, 30. A categoria reivindica aumento salarial de 20%. A última greve realizada em Caçador foi em 1987, na então empresa Sulca.





