4 de outubro de 2026
Crescimento ordenado

Estudo de trânsito é iniciado em Caçador

Por Ass. Imp. Prefeitura Municipal

A partir da política de preparação do município para os próximos 20 anos, a Prefeitura Municipal iniciou estudo de trânsito e tráfego para projetar ações que influenciem positivamente no fluxo de veículos e na segurança da população

O crescimento constante do município, o aumento da população e a chegada de mais visitantes e novos moradores na cidade geram inquietações por parte da Prefeitura de Caçador, que busca questionar quais ações e projetos devem ser criados e prevenir o desenvolvimento desordenado do município.

“O município está em pleno crescimento e não há como conter esse aumento. As políticas públicas existem para que sejam geradas atitudes que projetem a cidade para o futuro, usando alternativas e tecnologias que primem pela sua organização. É primordial o investimento em estudos que apontem as falhas locais e os programas que podem gerar qualidade de vida para a comunidade”, explica o prefeito Saulo Sperotto.

Frente a essa visão de que Caçador não irá parar no tempo e que, cada vez mais, são necessárias ações que favoreçam o seu crescimento ordenado é que a Prefeitura Municipal contratou uma consultoria de trânsito e tráfego, que irá levantar na malha viária da cidade os locais críticos e aqueles que, futuramente, poderão gerar transtornos para motoristas e pedestres.

“Desde o início estamos buscando e trazendo para Caçador inovações, preparando o município para as mudanças que são geradas naturalmente. Muitas situações na malha viária caçadorense exigem ser modificadas e regulamentadas com urgência. Alguns locais têm que ser revisados, outros projetados, usando a engenharia de trânsito e a legislação vigente em prol dessa mudança”, informa Vinícius Cofferri, responsável pelo setor de trânsito do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Caçador (IPPUC).

Atualmente são 30.399 veículos registrados em Caçador, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito da Secretaria da Segurança Pública e Defesa do Cidadão de Santa Catarina. “Porém, se somados todos os veículos que trafegam diariamente na cidade o número pode ir mais além. Ainda estamos desfavorecidos na questão relevo, como também no fato de Caçador ser cortado por rios e por uma linha de trem e por isso as questões de trânsito devem ser extremamente estudas e revisadas. Caçador não foi preparada para compor esse tráfego, muito menos sua malha viária foi planejada. Estamos buscando agora solucionar problemas já existentes e prevenir que outros sejam criados”, acrescenta Cofferri.


Coferri e Araújo

O advogado, professor de Direito de Trânsito e Consultor de Trânsito, Marcelo Araújo, será o responsável pelo estudo e levantamento do tráfego local. Segundo ele está é uma prática comum entre os municípios que assumem um determinado porte. “Diariamente há inovações, novas resoluções expedidas pelo Contran. Porém todas essas mudanças são originadas para que haja fluidez no tráfego e segurança dos usuários da malha viária, obedecendo as regras de trânsito, usando a engenharia a favor do desenvolvimento de um município”, aponta.

Mesmo que haja investimentos no setor, ou ainda que as autoridades cumpram com a sua obrigação de modificar a infraestrutura da malha viária para comportar as mudanças e exigências da legislação, a comunidade também é parte integrante deste ordenamento. “As autoridades tem o dever de cobrar o cidadão o cumprimento da legislação de trânsito. Nessa busca pelo comportamento correto a penalização é utilizada como forma de cobrança. Os órgãos públicos devem cumprir com o seu papel, mas a prática também é uma obrigação da população”, reforça.

Estabelecimento de mão única, as ruas binárias (fluxo dos dois lados da pista), locais de preferência de veículos, sinalização, fiscalização eletrônica, rotatividade de vagas em estacionamentos, carga e descarga de mercadorias são assuntos que geram polêmica sempre que são abordados. “Todos esses fatores serão estudados em Caçador e as alternativas mais cabíveis serão implantadas e a comunidade será avisada e informada, porém será cobrada a cumprir com aquilo que for proposto, uma vez que há respaldo técnico e legal para essas modificações”, enfatiza Araújo.

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