3 de outubro de 2026
Sesi e UnC

Censo que vai traçar perfil de pessoas com deficiência

Por Núcleo de Imprensa da UnC

Objetivo é ter um diagnóstico o mais completo possível da realidade dos portadores de deficiência visando ampliar a discussão da Lei de Cotas

Dentro do Programa de Inclusão da Pessoa com Deficiência na Indústria, o Sistema FIESC, por meio do SESI/SC está realizando nas principais regiões industriais do Estado, um censo demográfico para traçar o perfil sócio-profissional das pessoas com deficiência. Em Caçador este importante trabalho iniciará em breve com a participação da Universidade do Contestado.

O censo, cuja licitação foi vencida pela UnC-Caçador, vai abranger os municípios de Caçador, Calmon, Rio das Antas, Lebon Régis e Santa Cecília. De acordo com o gerente regional do Sesi, Luiz Carlos Bondicz, a pesquisa iniciará em Caçador, que é o maior município da região de abrangência, com equipes passando por todos os domicílios e aplicando um questionário que foi elaborado por pesquisadores do Sesi, com suporte de médico do trabalho, pedagogos e psicólogos.

O objetivo é ter um diagnóstico o mais completo possível da realidade dos portadores de deficiência e com isso, munir as indústrias e as autoridades de dados para ampliar a discussão em torno da Lei de Cotas. “Não queremos simplesmente ter um número. Queremos perceber mais de perto a realidade destas pessoas, conhecer o tipo de deficiência e dar para elas uma oportunidade de emprego”, explica Luiz.

O mapeamento já foi realizado nas cidades de Joinville, Blumenau, Brusque, Gaspar, Capinzal, Correia Pinto, Lages, Otacílio Costa e Ouro.

A LEI DE COTAS

De acordo com a Lei nº 8.213, a Lei de Cotas, empresas com mais de 100 funcionários devem reservar de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência. Entretanto, até agora, o censo mostrou que o número de pessoas com deficiência registrado nos municípios foi de 0,78%, porcentagem bem abaixo do que é necessário para preencher as vagas de emprego disponíveis. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que trabalha com outra metodologia, em media, 11,62% da população dos municípios apresentava algum tipo de deficiência.

O MAPEAMENTO

O mapeamento é feito nos municípios de Santa Catarina em que há representatividade industrial e interesse dos empresários locais. É a partir destas informações que se identifica o perfil sócio-profissional das pessoas com deficiência.

Em outra etapa do Programa de Inclusão, o SESI/SC mobiliza e sensibiliza indústrias e pessoas com deficiência. Após, há uma oferta de cursos de ensino fundamental e médio, ministrados na modalidade da Educação de Jovens e Adultos, com metodologia e salas de aula com recursos adequados a cada tipo de deficiência.

Igualmente é oferecido o processo de qualificação profissional, para que as pessoas com deficiência melhorem suas condições de empregabilidade e se adaptem às necessidades das empresas. Essa ação é executada pelo SENAI/SC, parceiro do programa. Por fim, a inclusão nas indústrias é feita por meio de avaliação dos postos de trabalho do ambiente industrial, desenvolvimento de programas de valorização e gestão da diversidade nas empresas.

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