Encontro reuniu 200 profissionais da saúde e alunos de Enfermagem nos dois dias de palestra
A Rede Hospitalar Santos Anjos, através do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar - SCIH, com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem – SENAC e da Coordenação Estadual de Controle de Infecção em Serviços de Saúde - CECISS, trouxe a Caçador a coordenadora estadual de Controle de Infecção em Serviços de Saúde, enfermeira Ida Zoz de Souza, especialista em Gestão Pública e Controle de Infecção Hospitalar.

O objetivo do encontro foi promover debates relacionados à prevenção e ao controle de infecção nos serviços de saúde no município, enfocando a limpeza, desinfecção, esterilização de artigos médicos hospitalares.
O encontro contou com dois momentos, um na segunda-feira à noite, quando Ida explanou sobre “Central de Materiais e Esterilização” e outro na quarta-feira pela manhã, abordando o tema “Como identificar a Infecção Hospitalar”, onde lotou o auditório do SENAC com médicos, colaboradores de Rede Hospitalar Santos Anjos e acadêmicos do curso de graduação de Enfermagem, da UnC-Caçador, e alunos do curso de Técnico em Enfermagem, do SENAC.
A enfermeira responsável pelo SCIH, Luciane Niles, explica que a central de esterilização é um serviço de apoio clínico vital ao funcionamento do hospital, bem como à qualidade dos cuidados prestados aos doentes. “A finalidade da Central é assegurar o processamento dos dispositivos médicos reutilizáveis utilizados na prestação de cuidados ao doente, seguindo as normas de qualidade, promover ações de formação de forma contínua e integrada, com todos os profissionais de saúde, com o intuito de sensibilizar para as normas e procedimentos que envolvem esterilização”.
Com relação à identificação da infecção hospitalar, a coordenadora afirma que a principal via de transmissão de microorganismos é através das mãos. “A lavagem de mãos é a arma mais importante e econômica na prevenção das infecções hospitalares. Ela impede que microrganismos presentes nas mãos dos profissionais de saúde sejam transferidos para o paciente. A infecção de um paciente pode ser transmitida de um paciente para outro (infecção cruzada), caso a lavagem de mãos não seja praticada”, explica.
Para Luciane Niles, o evento foi de grande valia para a Rede Hospitalar Santos Anjos, pois além de tirar várias dúvidas dos participantes, “o encontro deixou muito claro que a responsabilidade da infecção hospitalar não cabe somente ao enfermeiro, mas a todos os profissionais de saúde, paciente e familiares”, encerra.





