3 de outubro de 2026
Preocupação

Passam de 500 casos de usuários de crack em Caçador

Dados foram apresentados pelo CAPSad em Audiência Pública na Câmara

Por Caçador Online

Alarmantes. Assim foram classificados os números de usuários de crack em Caçador. Conforme dados do CAPSad, em 2005 eram apenas 6 casos, em 2008 o salto foi para 73 casos de crack e este ano já foram registrados 10.

“A estimativa é que em Caçador existam 500 usuários de crack. Por isso, o debate é importante para que um trabalho prematuro seja feito, de prevenção, para que os nossos filhos não vejam em Caçador as cenas violência que vemos hoje nos grandes centros”, revelou o assistente social Marcelo Marques.

Ainda, segundo ele, 265 usuários fazem o tratamento no CAPSad, diante de 756 que por algum motivo não frequentam mais.

Os dados foram apresentados em audiência pública realizada na noite desta terça-feira, 14, na Câmara de Vereadores de Caçador. Cerca de 250 pessoas, entre entidades, estudantes e autoridades locais, participaram do evento.

A proposta do debate foi de apresentar as estatísticas do consumo de drogas líticas e ilícitas em Caçador, os efeitos da droga no organismo humano e as medidas de prevenção, controle, tratamento e redução de danos implementadas pelo Poder Público.

A vereadora Sirley Ceccatto disse que o consumo de drogas em Caçador é grave, preocupante e precisa ser debatido intensamente na busca de alternativas que reduzam o impacto negativo que esse assunto proporciona nos mais variados âmbitos.

“É necessário conscientizar, esclarecer e atuar na prevenção, uma vez que se trata de um problema coletivo que envolve todas as classes sociais. Nesse processo de conscientização, é necessário ressaltar que a participação da população, entidades, órgãos, profissionais e acadêmicos presentes neste ato é de suma importância”, assinala.

O assistente social do CAPSad acrescentou também que as dependências mais frequentes na instituição são de álcool, maconha e crack. “Do total de usuários, 289 são de dependência cruzada, ou seja, usam mais de uma substância e nesse tipo de usuário está a nossa maior preocupação”, afirma.

Fazendo uso da palavra, a tenente Luciana Helena dos Santos falou sobre a origem e funcionalidade do Programa Educacional de Resistência às Drogas (PROERD) desenvolvido em Caçador. “O investimento feito pela Polícia Militar em cada aluno do PROERD é baixo, não chega a R$ 100, diante de um retorno muito grande na prevenção ao uso de drogas”, enfatizou.

Encerrando a Audiência, Sirley disse que o debate é a ferramenta pacífica para chegarmos a uma solução que traz benefícios à sociedade. “O que nesta Audiência Pública foi debatido, analisado e proposto, pode se transformar em soluções para um dos problemas mais comuns e de difícil compreensão dos dias atuais: o consumo de drogas. Unidos, usando a palavra e os poderes que caba a cada um de nós, temos subsídios suficientes para transformar essa triste realidade”, concluiu.

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