3 de outubro de 2026
Audiência pública

Terceira fase do Plano de Habitação vai definir ações

Por Ass. Imp. Prefeitura Municipal

A Prefeitura de Caçador, através da Secretaria de Bem Estar Social e da Coordenação Municipal de Elaboração do Plano Municipal de Habitação de Interesse Social (PMHIS), realizou nessa quinta-feira (19) importante Audiência Pública sobre o diagnóstico habitacional na cidade.

A pesquisa in loco foi iniciada há oito meses, porém o processo começou em 29 de maio de 2007, quando o prefeito Saulo Sperotto assinou, em Brasília, o termo de adesão ao Plano.

“Este é um programa do Governo Federal e custeado pelo Ministério das Cidades. Através da iniciativa da Administração Municipal, o Instituto de Pesquisa e Planejamento (IPPUC) e da Secretaria de Bem Estar, Caçador pleiteou com o Governo Federal os recursos para subsidiar esse estudo na cidade e os resultados são muito concretos”, explica Renê Galicioli, consultor da Associação Nacional de Assistência aos municípios e órgãos públicos, que apresentou os dados coletados em Caçador.

Três etapas compreenderam o levantamento. O primeiro foi a proposta metodológica que apontou de que forma seria trabalhado os próximos passos do Plano. A segunda fase foi o levantamento propriamente dito.

“Realizamos uma fotografia da realidade habitacional de Caçador. Pesquisas com os moradores do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) foram realizadas e nos deram uma estimativa. Outro levantamento foi realizado com os dados disponíveis no setor de Planejamento da Prefeito e na Secretaria de Bem Estar Social”, acrescenta Galicioli.

Segundo o consultor, quando se fala em PMHIS não se aborda apenas as habitações que necessitam ser construídas. “Caçador apresentou um déficit de 3.702 residências. Esse número é o que a cidade necessita para o bem viver dos indivíduos e para uma moradia digna da comunidade. Não estamos falando apenas de novas construções, mas de reformas e adequações também, além de infraestrutura pública, acessibilidade, transporte público, lazer, esporte, educação, regularização fundiária, entre outros temas”, elucida.

A próxima etapa é o grande desafio da Administração Municipal. “Com os dados capturados fica mais fácil criarmos projetos que dêem resultados plenos. De que forma vamos resolver esse problema ainda não sabemos, porém o diagnóstico nos fornece material suficiente e as diretrizes para que as ações visem os próximos 20 anos”, argumenta a secretária de Bem Estar Social, Loely Belaver.

Recursos precisam ser conquistados através dos governos Federal e Estadual, mas antes um plano de ação será criado. “As situações extremas, que colocam em risco a vida dos cidadãos, já estão sendo resolvidas pela Prefeitura Municipal. Porém elas não são nada perto do que teremos que agir para solucionar o problema. Estamos otimistas com o levantamento e acreditamos que estamos mais próximos de zerarmos essa situação a partir desse trabalho”, finaliza.

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