Nessa segunda-feira, 26, uma ótima parceria foi renovada em Caçador. A Fundação Municipal de Cultura (FMC) e o Centro de Apoio Psicossocial/Álcool e Drogas (CAPS AD) se uniram pelo segundo ano consecutivo para dar continuidade a um convênio que favorece os pacientes da instituição. Segundo o presidente da FMC, Itamar Fávero, é a união da cultura e da saúde buscando a qualidade de vida dos dependentes químicos de Caçador.
“Realizamos no ano passado o mesmo convênio e os benefícios foram visíveis. A iniciativa deu certo e por isso decidimos ampliá-la esse ano. Além da capoeira, a Fundação também irá oferecer oficina de música com enfoque terapêutico”, explica Fávero.

O CAPS AD atende cerca de 60 pacientes por dia. “Todos terão acesso as oficinas, porém a escolha será voluntária. Caso o paciente não queira frequentar as aulas, não será obrigado. Tivemos casos de pessoas que não eram usuários do CAPS, mas se interessaram pela oficina e começaram a frequentar as aulas. Aproveitamos a presença para instruir sobre os efeitos nocivos do uso de álcool e drogas”, aborda Jussara João, coordenadora do CAPS AD.
A monitora instrumental Lilian Pontes, que é formada em psicologia, irá introduzir a música no tratamento dos pacientes. “Iniciaremos o trabalho com percussão, que é mais fácil e pode abranger um número maior de pessoas. Estamos estudando inclusive a confecção dos instrumentos, uma vez que a percussão pode ser feita com vários objetos, não necessariamente instrumentos musicais”, aponta.
Segundo ela, através do instrumento escolhido pelo paciente é possível, de imediato, analisá-lo. “Como existem instrumentos mais barulhentos, outros mais calmos, conseguimos trabalhar o autoconhecimento do paciente, a sua introspecção e resgatar nele momentos bons ou ruins que aconteceram em seu passado. A música mexe com a autoestima, com a coordenação motora e a memória, além de ser um grande objeto de bem estar por ser uma atividade prazerosa. Estamos otimistas com os resultados do projeto e acreditamos que os benefícios serão muito maiores do que estamos esperando”, diz Lilian.
“Enquanto Fundação de Cultura temos um potencial e isso pode ser casado com outras instituições, multiplicando nossas atividades. Essa é uma situação onde um mais um torna-se três. Estamos no segundo ano de atividades e devemos e queremos ampliar nosso trabalho. Com relação a essa parceria com o CAPS AD acredito que o potencial que temos combina com os benefícios que a entidade busca alcançar, unindo bem estar, saúde e cultura em um único trabalho”, conclui Fávero.





