A Banda caçadorense 5 Lines vai tocar no Grito do Rock, em Blumenau no dia 21 de fevereiro. O evento acontece em toda América Latina. Na cidade catarinense 14 bandas se apresentam ao público.

Conheça mais sobre a banda
Pioneirismo é o termo para definir essa banda de Caçador, interior de Santa Catarina. Há três anos, a Five Lines era composta por três amigos que não tinham grandes pretensões, a não ser "fazer um som". Influenciados pelo discurso cru e direto do movimento punk do final dos anos 70, como The Ramones, The Clash, Dead Kennedys, e a energia do hardcore melódico californiano que vai de Green Day a Bad Religion, a banda, mesmo com pouco tempo de atividade, surpreendeu ao compor cinco músicas e fazer uma viagem à capital Catarinense para gravação de um "cd-demo". A entrada do quarto membro foi por acaso. Alkindar "Kinder", atual vocalista e guitarrista explica como rolou. "Fui assistir alguns ensaios, e dei uns toques para os meninos, foi aí que surgiu o convite para fazer parte da família Five Lines". A formação da banda é: Kinder - Guitarra e vocal, Guilherme - Baixo e backing vocal, Robson - Guitarra e backing vocal e Juliano - Bateria. A gravação do cd-demo serviu para divulgar as primeiras cinco composições da banda e mais cinco músicas de nomes já consagrados do punk rock mundial. Segundo Alkindar, as músicas falam dos problemas cotidianos das pessoas e das situações que passam na luta pela sobrevivência. Temas como revoluções, angústias, decepções, emoções, repressão, novas tendências e novas concepções de vida e de trabalho neste novo século. "As nossas músicas dizem o que vemos e como nos sentimos sobre a vida hoje em dia". Em 2008 a banda resolve gravar um show em dvd para melhor divulgar seu novo trabalho, resultado da mudança de estilo em seu set list, que traz uma diversidade maior no estilo das composições e dos covers que a banda apresenta em seus shows. A simplicidade impera, e consegue mostrar de forma nítida letras diretas e de protesto desses jovens que acreditam que a música pode ser uma das ferramentas para a revolução.
Texto: Maurício Albieiro, jornalista.





